[Especial Selos] PWR Records, das minas para as minas

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As minas da PWR Records. Foto Por: I Hate Flash

Ser mulher nunca foi fácil e o universo das artes (música, cinema, poesia, artes plásticas…) deixa isso evidente ao longo da história. Não é necessário enumerar quantas poetisas, musicistas, artistas plásticas, compositoras e intérpretes tiveram que ceder os holofotes para que homens brilhassem.

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Por mais que todo o esforço e trabalho tenha sido feito por ELAS.

Quanto mais voltamos no tempo vemos como por exemplo na década de 30 as musicistas do Jazz sofriam para não só conseguir tocar – e estar fora dos holofotes – mas para serem respeitadas. Como nas letras das canções independente da época vangloriam homens que expressam sua virilidade e condenam mulheres que não querem seguir esteriótipos e submissão ao sistema patriarcal.

Mulheres Negras no Rock


ANGELA


O preconceito é somado ainda se atrelado ao racismo. Durante uma breve pesquisa encontrei um incrível trabalho de pesquisa feito pelo blog Sopa Alternativa de autoria da Tânia Seles onde ela enumera musicistas – e suas bandas – que passaram por maus bocados. Além de lutar contra o preconceito por ser mulher, tinham que lutar contra o racismo, roubo de composições e submissão.

A série é super interessante e faço questão de linkar cada uma das até então quatro posts. No primeiro ela aborda as histórias de Sister Rossetta Tharpe (cantora gospel/blues dos anos 20), LaVern Baker (Blues/R&B nos anos 50), Big Mama Thornton (Gospel/Blues nos anos 50/60).

No segundo a incrível Tina Turner,  Odetta (artista de folk dos anos 60), a lenda Etta James, e a icônica Martha Reeves (Martha and the Vandellas) que chegou a vir para o Brasil a poucos anos e fez um show apoteótico.

No terceiro a abordagem é os anos 70 e fala sobre Labelle (que anos mais tarde sua música foi eternizada no filme Moulin Rouge), Betty DavisMother’s Finest – uma das primeiras bandas de funk rock da HISTÓRIA que tinha Joyce como vocal.

O anárquico e revolucionário punk é retratado no quarto texto da série e este dá espaço para artistas maravilhosas como Poly Styrene do X-Ray Spex (isso mesmo Oh Bondage! Up Yours!), Pauline Black da banda de ska The Selecter e conhecida como a primeira mulher a fazer parte do movimento 2-tone e Fancy Rosy do grupo de disco music chamado Pretty Maid Company.

Relacionamentos abusivos dentro da música

No texto para o lançamento do clipe “Pet” da banda mineira Miêta que carrega este tema grave que são os relacionamentos abusivos cito alguns casos ilustres do mundo da música.

“Talvez um dos casos midiáticos mais expressivos dentro do mundo da música que tenha sido escancarado recentemente foi o relacionamento entre Thurston Moore e Kim Gordon. Para saber mais sobre essa tóxica relação basta ler a biografia da artista, Girl In A Band lançado em fevereiro de 2015.


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Tremendo ato de coragem de não só falar sobre a doente relação com seu marido mas com todo o mercado da música que a subestimava e a tratava como “apenas uma garota lá da banda”. Sabemos que não é fácil, vemos isso muito perto e muitas vezes cometemos o pecado de ficarmos calados.

Outras icônicas mulheres do universo da música também já lutaram para quebrar todas essas correntes como Patti Smith (que lançou seu segundo livro no ano passado), Joan Jett que quebrou milhares de barreiras e Kathleen Hanna que no documentário The Punk Singer abriu a boca para falar sobre o processo de transformação que seu marido Ad-Rock (Beastie Boys) enfrentou para evoluir como pessoa. Segunda a líder do Bikini Kill/Le Tigre e The Julie Ruin o marido no começo da relação tinha comportamentos machistas que a silenciavam.””

Movimento Riot Girl

Já que citamos Kim Gordon e Kathleen Hanna algo extremamente necessário é falar sobre o movimento riot girrrl. Este que surgiu nas proximidades de Washington e chacoalhou os anos 90. A temática trazida do punk – que as Slits carregavam desde os anos 70 no UK – se expandiu para o universo do rock alternativo. Os temas eram urgentes – e ainda são – como denúncias a casos de estupro, violência doméstica, sexualidade, racismo, patriarcado e empoderamento.


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Dessa leva se destacaram grupos como Bikini Kill, Bratmobile, Heavens to Betsy, Excuse 17, Huggy Bear, Skinned Teen, Emily’s Sassy Lime, The Muffs, Sleater-Kinney, The Breeders e grupos de queercore como Team Dresch e The Third Sex. Através de Zines e da cultura do D.I.Y. o movimento foi crescendo e mostrando força em outras vertentes como na política, na arte, no modo de agir e ativismo.

Lutando também contra discriminação de idade, racismo, sexismo, homofobia e agressão física e emocional contra mulheres e garotas. Veio para chacoalhar o mundo e seus velhos moldes.

No Netflix podemos encontrar alguns documentários e filmes que abordam não só sobre as riot grrrls mas como o feminismo. Na lista feita pelo blog estado unidense Ms. Blog.

Outros bons documentários:




Mas e no Brasil?

Através da Débora Cassolatto do Ouvindo Antes de Morrer, Música de Menina e Debbie Records (Mutante Radio) pude conhecer o TCC “O Canto Delas” este que conta o movimento das minas no rap, rock, funk, mpb no Brasil. Todas as dificuldades e luta diária.



Muito esclarecedor e também vale lembrar do movimento Riot Grrrl por aqui com bandas como Mercenárias, Dominatrix, Bulimia e Suffragettes. As bandas não param de pipocar por todos os cantos e através de diversas iniciativas.

Muitas dessas ganham destaque em sites especializados como Distúrbio Feminino (por Mariângela Carvalho da Supernova que faz uns Zines maravilhosos), Bull In The Heather (descanse em paz Rafael Lage), Vozes Femininas e em projetos como o Girls Rock Camp de Sorocaba (SP) que faz um trabalho lindo repleto de oficinas.


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Edição 2017 do Girls Rock Camp. – Foto: Divulgação

Girls Rock Camp

O Girls Rock Camp Brasil pretende ser o primeiro no modelo na América do Sul, onde durante uma semana (5 dias), meninas com idades de 7 a 17 anos são convidadas a ter uma experiência muito divertida e completa no mundo da música e do Showbizz, aprendendo a tocar um instrumento, formando um conjunto musical, fazendo uma composição própria, participando de atividades de fortalecimento da auto estima, desinibição, trabalho em grupo e fechando com uma apresentação ao vivo da composição autoral, aberta para os pais, familiares, amigos e toda a comunidade.

O projeto que tem como foco principal promover a auto-estima, fortalecer laços de solidariedade, empoderamento e protagonismo infantojuvenil feminino, e para isso usa como meio facilitador e lúdico, a música.

Faça Você Mesma (Filme)



Está sendo produzido um documentário sobre as riot grrrls brasileiras e toda luta, empoderamento e história. O longa no momento está realizando uma campanha no catarse e sendo organizado por Leticia Marques (Diretora e Idealizadora do projeto), Patricia Saltara (Produtora e  integrante do Girls Rock Camp), Bruna Provazi (Mídias Sociais e organizadora do Festival Mulheres no Volante), Brunella Martina (2ª Câmera e Investidora do filme, ex-guitarrista de várias bandas como a Anti-Corpos e atualmente toca na Winteryard).

Sobre o Projeto

Este é um filme sendo feito por uma equipe majoritariamente de mulheres, investindo seu tempo e força em algo que nós acreditamos e acreditamos que quando fazemos história podemos mudar realidades. Estas histórias até hoje não possuem um registro, sabemos que há milhares de mulheres no meio da música mas, quando surgem nomes para referências quais vem primeiro em sua mente? Este é um inédito registro de mulheres e garotas fazendo uma cena musical desde o início dos anos 90. Quer ver mais mulheres protagonistas nas histórias? Vem com a gente conhecer este projeto que envolve empoderamento feminino e música com muita sororidade.

Faça Você Mesma é um documentário de longa metragem que busca pelos desdobramentos do movimento punk feminista Riot Grrrl a partir da trajetória de mulheres que foram e são atuantes na cena brasileira, e em paralelo resgata a história do movimento através de imagens de arquivo de diferentes épocas e entrevistas com diferentes mulheres que viveram na cena punk desde a década de 90.”

O documentário está sendo produzido desde maio de 2016 já conta com 21 entrevistas de diferentes mulheres que fizeram a cena punk brasileira em São Paulo e também Santos.


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Na lista das entrevistadas: Debora Biana, Flávia Biggs, Silvana Mello, Carol Fernandes, Helena Krausz, Gigi Louise, Gabriela Araújo, Rafaela Araújo, Didi Cunha, Didi Lima, Mayra Biggs, Pryka Almeida, Mari Crestani, Mari Souza Aranha, Sandra Coutinho, Marcela Mattos, Helena Duarte, Eliane Testone, Marina Pontieri, Cintia Murphy e Andressa Saboya. Agora elas precisam finalizar a etapa de produção e captar os 50% restantes referentes às nossas personagens principais, e ainda fazer entrevistas com Patricia Saltara (Hidra, Wee, The Dealers), Alê Briganti (Pin Ups, Lava), e Carol Pfister (No Class, TPM). Por isso estão realizado a campanha de crowdfunding.

Para que o sonho seja viável elas estão organizando a campanha para arrecadar 30 mil reais arrecadados para pagarem as despesas de produção, terminarmos de filmar as entrevistas e personagens em suas respectivas cidades mais a taxa do Catarse

Coletâneas Queens Of Noise


QON


Queens of Noise é uma coletânea com artistas brasileiras diversas. Tem como destaque a configurações musicais que contenham ao menos uma mulher em sua formação, para divulgar o importante trabalho que as mulheres brasileiras vêm desenvolvendo recentemente.

A seleção é dividida em dois volumes: Iara (bandas de metal / hardcore) e Nina (rocks variados) e Sister Darkness (som extremo). Para ouvir e saber mais sobre os três discos clique aqui.

Selos Independentes comandados por mulheres

 

Os selos independentes comandados por mulheres tem a cada dia mais aparecido com lançamentos incríveis e eu gostaria de destacar três que tem lançado trabalhos que tenho achado incríveis. São estes: Efusiva (RJ), Banana Records (CE), Hérnia de Discos (SP) e PWR Records (PE).

Os três tem uma forte atuação tanto local como nacional em promover as artistas com muitos critérios muito bacanas. A rede de contatos vai se expandindo e elas tem o cuidado de fugir das “ciladas” que a música independente proporciona no meio do caminho.

Além de boicotar lugares que “passam o pano” para atitudes machistas e retrógradas. O casting também passa pelos mesmos critérios e o sentimento de sororidade é algo que merece todo o destaque. O sucesso é consequência de um trabalho bem feito.


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Hoje pude conversar com a Letícia Tomás da PWR Records selo independente de Recife criado por Letícia e Hanna mas que hoje conta também com a ajuda da Bruna. Elas tiveram duas grandes motivações para começar a empreitada, o Girls Rock Camp e uma MEGA lista colaborativa mapeando mais de 300 projetos com bandas que tenham mulheres em sua formação.

Atualmente o casting conta com as artistas e bandas: In Venus, PAPISA, Lari Pádua, Miêta, Katze, My Magical Glowing Lens, Walkstones, Cora, Não, Não Eu e mais recentemente Ema Stoned que deve lançar em breve um novo trabalho. Confira os trabalhos já lançados aqui.

O papo foi muito esclarecedor e ela soube pontuar vários aspectos da indústria e atual cenário da música independente brasileira.

[Hits Perdidos] Como surgiu a ideia de criar o selo? Quem é a equipe por traz da PWR

Letícia Tomás: “É sempre doido falar isso, mas foi muito espontâneo, uma conversa muito “vamos fazer um selo? o nome pode ser PWR!” e “só de mina né?” “sim” e com 15 dias já tínhamos tudo pronto e estávamos fazendo o contato com a PAPISA (risos). Começou comigo e com Hannah, e agora contamos com a ajuda da nossa amiga Bruna pra nos ajudar com números e com as produções locais.”


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Hanna e Letícia, fundadoras da PWR Records. – Foto: Bands On Frame. 

[Hits Perdidos] Como observam o papel da mulher no atual momento da música brasileira?

Letícia Tomás: “Estamos finalmente sendo ouvidas! Antes de começar o selo, eu sempre escutava que éramos poucas, mas nossos trabalhos de pesquisa, a formação da lista e diversos outros contatos mostraram isso como uma mentira: somos muitas, mas ainda somos poucas ocupando lugares de destaque, tanto na frente quanto atrás dos palcos. Aos poucos o movimento natural da cena foi não conseguir ignorar mais nosso presença, mas ainda estamos bem longe de uma situação igualitária.”

[Hits Perdidos] O selo é de Recife mas contém artistas do Brasil todo. Como é o desafio de coordenar tanta gente a distância. Nesse curto tempo qual foi o maior aprendizado que tiveram?

Letícia Tomás: “Nossa, é um desafio mesmo! É uma grande lição de produção agendar tudo isso e resolver qualquer contratempo, já aconteceu de um álbum atrasar por motivos maiores e acabar saindo no mesmo dia de um outro, mas nesses momentos que a gente precisa saber controlar tudo e dar nosso melhor para dar a atenção necessária a todas.

A tour também foi um grande aprendizado, produzir eventos tão longe e com tantos envolvidos – alguns que nem fomos -, só mostrou o quanto é necessário trabalhar com gente que confiamos.

Cultivamos um bom relacionamento não somente entre nós, do selo, e as bandas, como também das nossas bandas entre sí.”


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O casting da PWR Records só cresce a cada dia que passa.

[Hits Perdidos] Para vocês qual o maior desafio em ter um selo independente?

Letícia Tomás: “Pensar e realizar dentro das nossas limitações, no nosso caso tanto financeiras, quanto ideológicas. O caminho “mais fácil” – se é que ele exista -, nunca é o mais correto.”

[Hits Perdidos] Até o momento já foram nove lançamentos e alguns como Miêta, Papisa e In Venus até já chegamos a falar por aqui. Gostaria que comentassem um pouco sobre o casting, lançamentos que já rolaram e um pouco mais sobre o que está por vir.

Letícia Tomás: “Eu sou muito suspeita pra falar sobre nosso casting, criamos um vinculo muito grande com as meninas e os trabalhos, ver a produção e as dificuldades de cada uma, torna cada trabalho especialíssimo! Foi muita coisa né? Mas o importante pra gente é lançar coisas as quais acreditamos, mulheres que mostram sua força através da música e que inspire outras mulheres a entrarem na música.

Sobre o futuro, acho que é tempo de anunciar: o catálogo cresceu e agora contamos com a Ema Stoned – que prepara álbum pro fim do ano – e a Musa Híbrida, que estamos pensando formas de dominar a mundo hahah Outra decisão nossa sobre o selo, é nesse segundo semestre, focar em mais lançamentos do Nordeste, acho importantíssimo sermos de fora do eixo rio-sp, chegou a hora que movimentar ainda mais a cena nordestina, já começamos com o dia da música em natal, dia 24 e com uns possíveis lançamentos para mais adiante.”


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A Ema Stoned entrou a pouco tempo no casting da PWR Records e deve lançar novo disco no segundo semestre. – Foto: Rodrigo Gianesi

[Hits Perdidos] A qualidade das artistas selecionadas impressiona. Como é feita a pesquisa e curadoria do selo?

Letícia Tomás: “Assim que o selo nasceu, corri na lista de girls bands que montamos, ouvimos uma a uma, de 250 na época, cheguei a falar com umas 100 (!) apresentando o projeto, algumas dessas já tinham acabado, mas achei importante mostrar que estávamos a disposição.

Depois disso, algumas entrarem em contato conosco pra mostrar novos trabalhos. Também acontece muito indicações, uma das bandas do selo, nos mostra a amiga, aí já um plus no Conselho Curador (risos). E eu sou muito desbravadora de bandas underground e nessa saga os grupos de música feminista me apresentam bastante coisa!”


DO SOL DDM

[Hits Perdidos] PWR também está com um palco no Dia Da Música. Como surgiu essa oportunidade? Como foi para montar a curadoria do palco?

Letícia Tomás: “Eu tava pensando ontem, como o Dia da Música marcou nossas produções. Ano passado, fizemos parte do festival – antes da pwr -, e foi nossa segunda produção, quando conseguimos trazer um amigo de longe pra tocar e criamos uma parceria e amizade com os Kalouv‘s, os maiores incentivadores do nosso trabalho e os primeiros a nos colocar em contato com alguns lançamentos nossos. Esse ano, o DDM é igualmente importante, estamos fazendo o que sempre quisemos e tendo a oportunidade de viajar o Nordeste, começando por Natal!

Com as apresentações duas bandas de lá – a Concílio de Trento e a Tertuliê, no seu primeiro show! A Maquiladora daqui de Recife e como sempre trazendo alguém de longe, essa é a vez da Chico de Barro, do Rio de Janeiro.

E a xodó, ❤ jam das minas <3.”

[Hits Perdidos] Vocês também organizam eventos em Pernambuco e em outras cidades do Brasil. Como tem sido e quais já rolaram/vão acontecer em breve?

Letícia Tomás: “Ihh, daí é segredo, mas o plano é voltarmos pro Sudeste no final do ano, enquanto isso, viajar mais o Nordeste, confraternizar com os selos amigos.”

[Hits Perdidos] Em uma indústria ainda muito sexista, quais os maiores desafios e tabus a serem quebrados?

Letícia Tomás: “Além do que já falei, de não mais precisarmos nos provar como capazes, é urgente a criação de espaços seguros para as mulheres! Casas de show sem histórico de agressões, nas quais se apresentem bandas sem homens abusadores etca cena ainda é frágil nesse ponto! A cena ainda silencia a dor – e a raiva – das mulheres.

[Hits Perdidos] Como enxergam o cenário independente brasileiro num contexto geral e o que acham que ainda precisa ser mudado?

Letícia Tomás: ” Rapaz, eu me abstenho dessa resposta por questões pessoais de: todo dia descubro mais um homem escroto e não quero perder a esperança que existam pessoas melhores por aí.”


MGL
O My Magical Glowing Lens lançou na última quinta-feira (15/06) o álbum Cosmos no palco do CCSP. O disco está sendo lançado pelos selos PWR Records, Honey Bomb Records e Subtrópico.

[Hits Perdidos] Quais Riot Girls do Brasil e do mundo afora mais admiram e inspiram?

Letícia Tomás: “A princípio, admiramos muito todas as gurias que estão juntas conosco nesse corre ❤ acho injusto nomear assim (risos).”

[Hits Perdidos] Gostaria que contassem mais sobre o Zine da PWR. Iniciativa muito maravilhosa reunindo várias artistas de diferentes segmentos.

Letícia Tomás: “Upei uma versão digital da zine, que acabou ficando bem diferente da física, mas dá pra ver o trabalho de todo mundo direitinho. Então, a PWR tem uma grande carga pessoal pra mim, me dá oportunidade de fazer uma série de coisas que sempre tive vontade porém nunca desenvolvi, uma zine colaborativa é uma dessas coisas, jurava que ninguém ia querer saber, mas só fiz uma convocatória das redes com um prazo de sei lá 4 dias, e receberemos uns 20 e-mails.

Zines já foram veículos muito importantes nos tempos de glória e riot grrrl e gosto muito da ideia de serem tão baratos e acessíveis, a ponto de conseguirmos distribuir por aí nas ruas, gigs, etc, gostaria de fazer isso até com os bonés!”

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[Hits Perdidos] Contem mais sobre a influência do Girls Rock Camp no surgimento do selo e na inspiração.

Letícia Tomás: “O Girls Rock Camp foi uma grande inspiração para a criação das oficinas e da jam das minas, até agora foram poucas oficinas, mas não é por falta de vontade! Nunca tive a oportunidade de ir, mas espero estar com as meninas em breve.”

Para finalizar pedi para que a Letícia criasse uma playlist com sons de minas fodas. Sejam elas brasileiras, do selo ou gringas. Ela descreveu a seleção como: “Uma hora de amor espalhado por todos os cantos do mundo”.
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