Rebel Machine resgata a fúria do High Energy Rock’n’Roll em “Nothing Happens Overnight”

Energia, vitalidade, euforia, dedilhados, acordes vibrantes e o melhor do hard rock, glam rock e punk. Esta combinação foi apelidada por alguns de High Energy Rock’N’Roll e em países escandinavos tem ganho força desde o começo dos anos 90.

Feito um revival vibrante – e ultrajante – do que aconteceu no rock’n’roll americano dos anos 70 e 80, o espírito aventureiro de grupos como New York Dolls, Stooges, Johnny Thunders, The Boys, MC5, The Dictators, T. Rex, Richard Hell & The Voidoids, Guns N’Roses, Kiss e Aerosmith foi resgatado.

Outra banda não americana que entrou no campo de influências foi o hard rock finlandês do Hanoi Rocks. Mas enfim, começaram a aparecer grupos nesta região européia homenageando estas bandas emblemáticas – e algumas até esquecidas – do rock.

E foi um petardo após o outro, a Suécia por exemplo foi campeã em produzir artistas em série como: Hellacopters, Backyard Babies, The Hives, Hardcore Superstar, Imperial State Electric. A Noruega não ficou para traz e trouxe Turbonegro e Glucifer.

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Os suécos do Hellacopters são o maior símbolo do High Energy Rock’N’Roll.

Talvez o Hellacopters tenha sido a banda mais emblemática e forte desta leva escandinava, tendo até se apresentado no Brasil em 2003. A vinda não poderia ter sido em um festival mais aleatório possível, o Kaiser Music em setembro daquele ano. Eles se apresentaram ao lado de bandas como Sepultura e Deep Purple para cerca de 30 mil pessoas.

Poucos ali sabiam do que se tratava a banda porém após aquele momento: surgia uma legião de fãs embalados pelos acordes estridentes do High Energy Rock’n’Roll. Este show foi tão icônico que abriu as portas para que bandas da região pudessem colocar o Brasil na rota.

O reflexo do poder desse rock’n’roll tão vibrante pode ser sentido aqui no Brasil logo em seguida com o Forgotten Boys quando o grupo fundado em 1997 ganhou maiores proporções e destaque na mídia. Mas a chama não se apaga, aonde há fogo, guitarras transgressoras, melodia em alta voltagem ainda tem lampejos do High Energy Rock’n’Roll!

A banda The Velociraptors de Mossoró é um grande exemplo disso, com som cru e nostalgico: a fúria resgatada pelas bandas suécas e pelo Forgotten Boys ganha novos capítulos.

Já os mineiros da Evil Matchers lançaram este ano um dos melhores EP’s do gênero no país…uma aula de rock com muita purpurina pro alto, solos açúcarados, muito fuzz e fúria. E com esse clima apocalítico, muito fuzz e guitarradas cirúrgicas que apresentamos a banda que iremos falar hoje:  Rebel Machine!

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Rebel Machine foi formada em Porto Alegre e vem roubando a cena com seu High Energy Rock’N’Roll.

A banda é composta por Marcelo Pereira (vocal), Murilo Bittencourt (guitarra), Marcel Bittencourt (baixo) e Chantós Mariani (bateria) e foi formada na capital gaúcha, Porto Alegre. Desde então eles começaram a preparar faixa a faixa o que seria o primeiro disco oficial do projeto: Nothing Happens Overnight, lançado no dia 11 de Julho de maneira independente.

Para entender um pouco das origens da banda nada como conversar com o baixista:

“O Rebel Machine surgiu como uma evolução da banda que eu tinha com o Murilo anteriormente. Era uma banda em português, da qual eu era o vocalista. Em dado momento, as músicas começaram a surgir naturalmente em inglês.

Aproveitamos essa transição na proposta para procurar um vocalista de ofício, que representasse mesmo o papel de frontman, me liberando para que eu me dedicasse integralmente ao baixo ao mesmo tempo em que teríamos um ganho de qualidade.

A partir dali, foram quatro anos que envolveram a busca por integrantes e a produção das músicas que compõem o Nothing Happens Overnight. Foi demorado, foi trabalhoso, mas foi uma decisão mais do que acertada. Quanto ao nome, queríamos algo que fosse sonoro e tivesse a ver com a temática. Esse nome ficou entre os três “finalistas” e foi o escolhido.” – Marcel Bittencourt, baixista do Rebel Machine.

E embalados pela chama do rock’n’roll reto e direto – como deve ser – vamos logo para o disco lançado no começo de Julho. O álbum conta com a produção vocal de Renato Osório (Hibria) e a mixagem e masterização de Benhur Lima (ex-Hibria, atual Keep Them Blind).

De antemão aviso: são 32 minutos de alta voltagem, tome cuidado para não tomar uma descarga elétrica ao apertar o play!

Rebel Machine – Nothing Happens Overnight (Julho / 2016)



Despojada e com a nostalgia desde sua introdução, é desta forma que devemos encarar “Don’t Tell Me I’m Wrong”. A canção preza a liberdade e o espírito festeiro.

Assim como as canções do Aerosmith, Guns N’Roses, Buckcherry, Danko Jones e do Backyard Babies a faixa tem um tom um tanto quanto confessional em sua parte lírica. Na sonora as guitarras flertam com a selvageria dos anos 70 mas sem perder o glamour e o tom flertador dos anos 80.

Feito um petardo os motores são aquecidos na vibrante “Down The Road”. Direta e sem papas na língua, a faixa narra as aventuras que só excursionar com uma banda pode proporcionar. O espírito Hellacopters de Nicke Anderson é incorporado, inclusive os solos tem aquela vitalidade que seu companheiro de banda Dregen costuma encaixar em todo projeto que participa.

Mas voltando a canção, ela te chama para dançar…exige que ninguém fique parado na pista. É catchy, parece ter sido feita para cantar junto. Aliás as bandas que citamos logo na introdução como o avassalador Hanoi Rocks tem a mesma proposta dirty and nasty lullabies!

Após o hiato do Hellacopters, a pausa do Backyard Babies, Dregen veio ao Brasil para uma série de shows acompanhado por Michael Monroe (Hanoi Rocks), Steve Conte (Ex-New York Dolls), Sami Yaffa (Demolition 23, Hanoi Rocks) e Karl Rockfist (Ex-Danzig, Ex-Sorg, Son Of Sam).

E neste show realizado no finado Inferno Club, realizado no dia 25/02/2012, pude sentir muito da energia do disco da Rebel Machine 4 anos antes de seu lançamento. De certa forma digo isso pois é a mistura da geração que influenciou e foi influenciada por aquele caos de Nova Iorque, Los Angeles, Estocolmo, Oslo e tantos outros lugares onde o rock’n’roll pulsa em alta voltagem…tanto no rock de garagem, passando pelo hard rock, alternativo e metal.

Desta forma chegamos a terceira faixa, “Waiting For You”. Esta que mira mais o campo do rock de arena e hard rock. Sim, estamos falando do Kiss e Guns N’ Roses. Sunset Street, cantadas, The Decline Of Western Civilization (1988) – documentário que mostra como era essa época repleta de caos e fúria. Sabe aqueles anos de apogeu do estilo? 1984-1988, é desta fase que estamos falando. Muita bebida, drogas, liberdade e corações vorazes.

“It Doesn’t Matter To Me” tem a energia daquele disco, como se chama mesmo?  Appetite for Destruction, aliás a obra magma do Guns completa em 2017: 30 anos. Coincidentemente 10 dias depois que o álbum do Rebel Machine complete seu primeiro aniversário. Aquele espírito de juventude, de poder tudo, de amar e ser consumido por isso.

Auto-destruição mesmo. De certa forma a bateria desta canção talvez me lembre o disco pois consegue juntar a vitalidade do punk rock – que neste disco do guns temos – o baixo pegado e punk de Duff McKagan (talvez o membro mais punk do grupo e sem ele não teríamos Spaghetti Incident – álbum de covers punks do grupo) ao tom vocálico debochado e confessional.

A faixa seguinte, “Goodbye Honey” tem vitalidade e euforia em seu DNA. Com solos de guitarra delirantes sentimos seu magnetismo aliado a melodias chicletudas. Talvez o ponto alto seja a sobreposição de vocais também conhecido como sing-a-long.

“Run Away” já flerta com outro campo do rock, o heavy metal. com lampejos do Stoner Rock, as melodias fazem uma ponte entre o hard rock e o heavy metal. O peso do metal soma e deixa a canção de certa forma alinhada com a nova leva de bandas do estilo. Conseguiria vê-los tocar tranquilamente no Maximus Festival. Já pensou um palco com Ego Kill Talent, Rebel Machine, Stone House On Fire, Cattarse e Quarto Ácido?

Após “Run Away” temos na sequência “Nothing On Me”, uma canção que recomendaria ouvir com uma caneca de cerveja na mão. O lado mais rebelde, livre e rockeiro está presente em sua letra. Que fala sobre estilo de vida e liberdade de escolha.

Mal deu tempo para completar o refil da caneca e já chega feito um tiro: “Life’s Fuckin Good”. Canção que tem a missão de fechar o disco da Rebel Machine e de certa forma brinda a amizade, o companheirismo e o estilo de vida.

O destaque fica para os solos de guitarra e a delicadeza da melodia que ao longo de quase 7 minutos mostra a essência do projeto. Em certo momento da faixa eu recomendaria fechar os olhos e viajar pelo campo dos sonhos. E talvez seja isso que o disco pregue: Viver intensamente e ir atrás dos seus sonhos.

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Alta voltagem. Fúria. Paixão. Acreditar no que faz. Amizade. Integridade. Sonhar alto. Acredito que esses sejam os trunfos de Nothing Happens Overnight. O primeiro álbum do Rebel Machine produzido de forma total independente levou quatro anos para chegar ao mundo porém as 8 faixas transmitem muito mais que acordes e riffs açucarados de guitarra: mas verdades e sonhos de seus quatro integrantes.

A tão sonhada liberdade, autonomia criativa e profissionalismo fazem com que o disco não passe batido aos fãs do rock’n’roll. O disco combina a selvageria do rock, a vitalidade do punk rock, o glamour do hard rock em sua melodia e o peso de décadas promissoras do estilo. Irá agradar fãs de New York Dolls a Hellacopters.

Não deve nada para os lançamentos estrangeiros e o que eles em pouco mais de 6 meses do lançamento vem conquistando, não foi por acaso. Se vivemos em tempos de dificuldades em divulgar seu trabalho de maneira massiva, é de pouco em pouco que eles conquistam o merecido espaço. O disco deixa clara a mensagem: siga seus sonhos, seja ambicioso, realize e acredito que é uma boa mensagem nesses dias próximos a virada do ano. E que venha 2017!

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O discco do Rebel Machine está sendo distribuído de maneira independente em diversos países.


[Hits Perdidos]
Quais portas têm se aberto após o lançamento do disco? Vocês têm alguma tour internacional nos planos?

Marcel: “É impressionante a repercussão, tanto aqui no Brasil quanto fora. Nothing Happens Overnight já recebeu boas resenhas não apenas aqui, que foram várias, mas também nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Espanha e até mesmo no Japão.

Existem planos para uma turnê internacional, porém é complicado viabilizar por conta dos custos envolvidos. Uma coisa é certa: é preciso cair na estrada lá fora para que cada vez mais pessoas conheçam o seu trabalho.

Algumas bandas que a gente respeita muito, inclusive brasileiras, começaram rodando a Europa com shows para poucas testemunhas e hoje excursionam por lá anualmente. É um trabalho árduo, uma construção demorada, caso você queira fazer as coisas de maneira sólida.”

[Hits Perdidos] Apesar de alguns canais de imprensa terem rotulado automaticamente como hard rock o som que fazem, consigo perceber influências além do gênero musical. Quais gostariam de citar?

Marcelo:  “Eu sou influenciado por tudo o que eu escuto, desde rock progressivo dos anos 70, punk, jazz, o metal, até breguices como Sidney Magal, ou músicas dance dos anos 90.

Se eu fosse nos classificar eu diria que somos uma banda de High Energy Rock N’ Roll, mas como é um rotulo muito longo, prefiro dizer que somos uma banda de Rock mesmo.”

Murilo: “Todo mundo na banda ouve bastante coisa diferente, então isso sempre acaba influenciando na maneira de compor, tocar, interpretar… Eu gosto de coisas que se relacionam em pouco ou nada com o Rock e acho que isso acontece com todos os integrantes.”


[Hits Perdidos]
Quais são as inspirações na hora de escrever?

Murilo: “Escrevemos sobre coisas simples e cotidianas, com base em experiências pessoais: amor, ódio, euforia, revolta, tesão pela vida… E sinceramente, acho que esses são temas que serão recorrentes em álbuns futuros do Rebel Machine, embora estejamos abertos a escrever sobre o que der na telha ou ainda, sobre as mesmas coisas, mas de uma maneira diferente (é aí que mora o desafio).


Marcel: “São canções basicamente sobre atitude. Entendo que “Don’t Tell Me I’m Wrong” fala muito sobre a temática da banda. É uma essencia que mistura “Do It Yourself” com “Never Give Up”.


[Hits Perdidos] 
A produção do disco é algo a se destacar. Como foi a escolha dos profissionais? Onde foi gravado e quais foram os responsáveis pela gravação, mixagem e masterização?

Marcel: “Não tem mistério. Queríamos um bom som de bateria, então procuramos o Mateus Borges, do Audiofarm, e gravamos a bateria lá. Ótima sala, ótima bateria, ótimo profissional. Passada essa etapa, gravamos as cordas por conta própria e fizemos reamping com o Renato Osório, do Hibria, que também assina a produção do vocais do álbum e também fez um ótimo trabalho.

Mixagem e masterização ficaram por conta do Benhur Lima (ex-Hibria), um profissional também de alto nível. A produção do álbum é assinada pela banda, mas para o que não nos sentíamos tão seguros para assumir nos cercamos de gente muito competente para que chegássemos a um resultado que nos satisfizesse.”


[Hits Perdidos] 
Qual show seria mais do que um prazer mas uma honra abrir? E qual festival adorariam tocar?

Marcelo Pereira: “Pra mim seria o show do Guns N Roses, ou do Aerosmith. Duas bandas que admiro muito e que acho que o nosso tipo de som casaria muito bem! Quanto ao festival, eu sonho em tocar no Sweden Rock, um festival em que várias bandas que admiro já tocaram.”


Murilo Bittencourt: “Acho que pra mim nenhuma experiência seria tão incrível quanto abrir um show do KISS. E quanto aos festivais, qualquer festival de verão dentre aqueles vários tradicionais da Europa, me faria muito feliz.”


Marcel Bittencourt: “Eu sou fã de bandas escandinavas, especialmente do Hellacopters, que é minha banda favorita. Então, abrir um show do Hellacopters seria uma honra inestimável. The Hives e Turbonegro também seriam aberturas inesquecíveis para mim.”

[Hits Perdidos]
Pretendem lançar algum clipe e quais canções tem mais se destacado nos shows?
Marcel: “Sim. Em janeiro gravaremos nosso primeiro clip. A faixa escolhida foi “It Doesn’t Matter to Me”. Será um clip para gerar bastante identificação nos fãs de Rock. Ainda não podemos contar o que é, mas será uma surpresa interessante.”
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Em breve o grupo deve lançar seu primeiro clipe. – Foto: Divulgação

[Hits Perdidos] Como enxergam o cenário hard rock/metal de Porto Alegre?

Marcelo: Eu vejo muita gente dizer que esses são cenários mortos, porém discordo plenamente. Acho que as pessoas que dizem isso estão se vitimizando por seus projetos não “darem certo”. O grande ponto é que a maioria das pessoas realmente não sabe o que é necessário para fazer uma banda funcionar e, quando descobre, acha muito trabalhoso e bota a culpa no público.

Eu falo por experiência própria que os cenários do Hard Rock e do Metal estão bem vivos! Tenho duas bandas: o Rebel Machine e o Daydream XI e com ambas as bandas tenho vivido só coisas incríveis. Shows cheios de gente, público engajado, comprando merchandise e cantando as músicas na hora do show.

Além disso vejo bandas como o Hibria, o Cattarse e mesmo bandas de fora de Porto Alegre, como o Scalene e não consigo entender como alguém pode pensar que a cena tenha “morrido”.”


Marcel: “Concordo muito com o Marcelo e vou além: as pessoas que dizem que o Rock morreu não estão atentas ao que acontece à sua volta. Muita gente reclama que a música está decadente, que o Rock está em um mau momento. Discordo totalmente. Nunca houve tanta coisa boa sendo feita. Se você quiser restringir sua playlist ao mainstream, até posso concordar. Porém, com um pouco de boa vontade e meia hora de pesquisa é possível encontrar artistas incríveis. Aqui mesmo, no Hits Perdidos, tem muita coisa legal.”


[Hits Perdidos] 
Na opinião de vocês, quais são os maiores desafios para uma banda independente?

Marcelo: “Acho que o maior desafio é entender que sua arte é um produto, com valor, que deve ser vendido e que deve ter muito investimento em cima. Ter banda não é uma coisa barata. É tão caro e desafiador quando abrir uma empresa (até porque, em certos pontos, é basicamente a mesma coisa). O artista tem que fazer a sua música com sinceridade, lógico, mas depois que a música está pronta, aceite que ela é um produto, que você é um produto também, e que o público está pagando para ouvir a sua música e para vê-lo tocando.”


Marcel: “Como eu falei antes, pra mim o momento atual é o melhor momento da música. O maior desafio é, a meu ver, fazer com que essa produção de qualidade chegue ao público. Espaço não falta. O que falta é divulgação massiva. Mas ainda existe divulgação massiva? Para uma banda de Rock? É uma dúvida pertinente, que gera um debate pertinente.”


[Hits Perdidos] 
Quais artistas e bandas têm escutado e recomendariam para os leitores do Hits Perdidos?


Marcelo: Eu tenho ouvido muitas coisas diferentes, mas vou recomendar um disco que me cativou muito, que é o Sorceress do Opeth. É uma banda que eu adoro e admiro há muito tempo e que me surpreendeu MUITO com esse disco! Simplesmente sensacional!

Murilo: “Como fã dos Hellacopters, sempre recomendo os álbuns High Visibility e By The Grace of God, que são influências enormes pra mim. Quem gosta de rock com pilha carregada, precisa conhecer esses caras. São discos com mais de 10 anos, mas que muita gente ainda não conhece. Também tenho ouvido muito – e recomendo – o Imperial State Electric (banda que o Nicke Andersson formou após o término dos Hellacopters) que também acho incrível.”


Marcel: “Tenho ouvido muito o Far From Alaska, o Eu Acuso, o Cattarse, o Motor City Madness e o Hempadura, bandas independentes brasileiras. Dos gringos, tenho ouvido Danko Jones e estou em um momento de redescoberta do Pixies.”

[Hits Perdidos] Qual foi o disco que mudou sua vida?

Marcelo: São tantos que é difícil escolher um, mas acho que se eu precisasse escolher, acho que seria o Hybrid Theory do Linkin Park. Não porque eu ache que é o melhor disco que eu já ouvi nem nada assim, mas só pelo simples fato de que ele foi o responsável por fazer eu criar coragem de comprar um violão pra aprender a tocar e começar esse longo trajeto que é se tornar um músico profissional.


Murilo: “Pra mim, sem dúvida, Get a Grip, do Aerosmith. Foi o primeiro CD que comprei, quando criança ainda. Juntei dinheiro e fui ansioso buscar na loja. Ouvi até gastar. As músicas são incríveis, a banda vivia uma fase brilhante e o álbum marcou minha vida em vários sentidos, inclusive me fazendo querer tocar guitarra.”


Marcel: “Fácil: Appetite For Destruction, do Guns n’ Roses. O álbum que entortou a vida de um menino de nove anos para sempre. Ainda ouço e ele parece estar cada vez melhor.”

Chantós Mariani: “Há alguns discos muito relevantes. Porém, o Alive III do Kiss foi certamente o que trouxe a primeira revolução musical na minha vida. Foi com a vinda do Kiss a Porto Alegre em 1999 que eu comecei a escutar rock, e decidi tocar bateria. Ali começava uma nova etapa, e as incontáveis vezes que escutei o Alive III representam essa época muito bem.”

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