Molodoys mostra suas garras por meio de experiências sensoriais em “Tropicaos”

Libere seus sentidos, se livre de todas as amarras com este plano e esqueça todas as dimensões deste planeta. Digo isso pois a experiência de ouvir o disco que iremos falar hoje não pede, e sim clama por um estado de espírito livre feito um animal selvagem.

Feito um jaguar procurando sua presa e com a leveza do voar de um beija flor o primeiro álbum cheio do Molodoys  – que tem origem proveniente do livro Laranja Mecânica de Anthony Burgess no qual “Molodoy” significa Jovem – Tropicaos derrete feito ácido em sua epiderme e te conduz para um universo paralelo além do plano de metafísica.

Antes de tudo queria colocar a definição da banda sobre seu encontro astral:

“Mistura quântica. Do ácido­-terroso. Resultado volátil da fusão instável entre a improbabilidade do caos e a liberdade musical, exposto à mais alta temperatura da brasa dos trópicos distópicos. Tropi­caos. Sobre os males e mares do mundo moderno, sobre a vida e o universo, sobre a morte e a consciência, sobre este solo.”

E claro a razão pelo motivo do nome do disco:

Tropicaos [tropicáos]. De “tropical” (dos trópicos, clima tropical) + “Caos” (desordem e confusão, infinito de espaço ou matéria sem forma espacial/temporal que supostamente precedeu a existência do universo).”

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Molodoys mistura lisergia da psicodelia com ritmos como o mangue beat. – Foto: Lheka Andrades

Mas para quem acompanha o Hits Perdidos deve ter lido aqui a resenha + matéria sobre a participação deles nas Orange Sessions, nele inclusive classifiquei o som como Ciber Espacial, não por acaso a viagem cósmica é tão imersiva que você se vê dançando com as paredes.

O grupo é formado por Leo Fazio (Vocal, Guitarra) que tem como marca registrada sua voz rouca; Camilla Merlot (Baixo, Vocal, Backing) – que também é responsável por toda a parte gráfica do projeto; Vítor Marsula (Teclado e Backing) – que também estuda música folclórica e étnica européia, do oriente médio e do norte da África e toca outro projeto psicodelico (A 25a Experiência); e Jairo Camargo (Bateria e Backing) que veio de Limeira/SP e conheceu Leo e Camilla quando os dois se mudaram para a república onde ele já morava a alguns anos.

E o primeiro disco, Tropicaos, promete mexer até com os templários sagrados. Ele propõe experiências desmagnetizadoras, faz o elo entre a cidade e o campo, entre o concreto e as montanhas, cria narrativas que ganham universos paralelos na mente do ouvinte e contextualiza o momento atual político de maneira poética – sem deixar deixar de ter o recado na ponta da língua.

O álbum também conta com parcerias interessantes ao longo do trabalho que serão destacadas ao longo da resenha. A produção é assinada pelo Molodoys com Co-produção e mixagem por Gustavo Coutinho (Abra Sounds) e a masterização ficou por conta do Humberto ‘RMNY‘ Fernandes.



Tropicaos já se inicia com uma atmosfera que contrasta entre a boêmia frenética da vida urbana e a tranquilidade do encontro com a natureza em “Hora do Chá”. É como se o lobo do campo chegasse a cidade, ou seja: algo um tanto quanto macabro. O oposto por sua vez já seria um tanto quanto assustador então deixo que o ouvinte escolha.

A canção mistura teclados uma hora psicodélicos, em outras quebrados feito um jazz experimental. Eduardo Kolody (Orquestra Abstrata) participa da faixa que traz tapas na cara através de sua letra com frases pragmáticas como: “Quantas repetições fazem uma verdade?”.

O tom folclórico em usar o personagem do Urubu Rei para criticar o caos instaurado em nossa sociedade ganha força conforme a lisergia da canção vai sendo adentrada feito ácido-terroso. Uma outra interpretação um tanto quanto interessante seria de que na verdade “Hora de Chá” narra as desaventuras de Alice No País das Maravilhas por um viés e contexto contemporâneo.

Na sequência vem “Balada Para Os Peixes Abissais” tem texturas delicadas e parece caminhar por territórios nublados e ainda macabros. Eles mesmo definem como “viagem subaquática­espacial” em direção as profundezas do oceano.

Pois bem, a correnteza traz junto acordes que passeiam pela simplicidade dos ritmos jamaicanos, psicodelicos – alá Syd Barrett – e do rock de garagem sessentista. Gosto como os teclados conseguem pegar toda identidade 70’/80′ ciber espacial de grupos como Kraftwerk, The Doors e Devo.

Mas como comentamos mais cedo o folclore e os ritmos brasileiros fazem parte da panela Molodoy e em “Boitatá” passa pelo clássico conto Tupi-Guarani. Os sons da natureza criam toda uma aproximação ainda maior com os nativos brasileiros, a conexão não é apenas no campo da poesia mas como no astral.

A voz doce de Camilla contrasta com a potente – e rouca – voz de Leo que cantam feito índios em sua introdução alucinógena. O som das aves e fauna dividem espaço com a guitarra com influências da música oriental criando uma atmosfera um tanto quanto intrigante e única.

Talvez o Hit Perdido seja “Ácido”, uma canção um quanto Nietzsche em sua essência, só que se ele tivesse encontrado uma ganesha ao longo de sua estadia na terra. No final tudo vira ácido e volta para as cinzas.

Ácido voa feito uma escultura de areia se esvaindo em um dia de temporal, ela é leve e cadenciada entre o contraste da voz, teclado e bateria. O inconformismo também está presente em versos como “Ácido é aquele que calma mas não quer falar”, “Ácido é o sangue que vaza do telejornal”.

Assim como a odisseia do Starman (Bowie) temos uma viagem pelo tempo e espaço através de um personagem de outra dimensão em “Dois Mil e Dez”. A canção conta com a participação de Marcel Willow (Nuvem Leopardo) nas guitarras e modulações. A progressão de acordes lisérgicos te deixam tonto com os tempos quebrados e perturbados.

Os portais e as vozes do além tomam conta da trip atmosférica. É como se os barulhos chegassem direto de outra dimensão partindo de outra gravidade e frequência. A velocidade da luz quebra a barreira sideral como se estivéssemos em De Volta Para O Futuro.

Talvez a canção mais viajada do disco seja a faixa-título, “Tropicaos”, a diversidade dos ritmos somados ao clima da metrópole casam de uma maneira ímpar. Acredite se quiser temos a batida do “funk carioca”, somada ao som das sirenes e buzinas da cidade.

Mas ao mesmo tempo lembra um jazz. É como se Barrett se aventurasse a compor um jazz quebradiço estando completamente derretido. O responsável pela intervenção do funk na faixa é justamente RMNY (Magnolia & RMNY, Modulamini).

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Molodoys viaja pelas galáxias distantes em TropicaosFoto: Lheka Andrades

Abrindo o lado B do disco temos “Venus Almirantii” que traz guitarras mais raw do blues com teclado cadenciando a batida. A canção ilustra a viagem pelas correntezas do espaço sideral de uma maneira sensorial.

“Uirapurú” chega de mansinho com um tom de ancestralidade apurado. As raízes estão justamente na cultura indígena brasileira que através da fábula “Cigarra e da Formiga” faz uma conexão tribal com a fauna e a flora.

O tema do desprendimento com o conceito de razão é o estopim da canção que conta com as participações de Edgar Pererê (Edgar & Mataviva) interpretando a formiga e Tomás Oliveira (Mustache & os Apaches) tocando taças de cristal. Se você fechar os olhos enquanto ouve provavelmente se teletransportará para os campos da mata atlântica.

Na sequência temos “Quebra-Arcos” uma faixa no melhor estilo jam session solta onde através de seus 7 minutos: delírios, progressões, viagens astrais e incensos são prontamente acessos.

Nesta canção Leo experimenta usar um arco para explorar outras possibilidades que o instrumento oferece. A história sobre o curioso nome da canção e de onde veio essa “maluquisse” vocês lerão na entrevista.

“Lira Dos Anos Vinte” é fruto de um convite para participar do projeto Original’s Studio (Levi’s). A fonte com certeza é os anos 60 e toda sua leveza psicodélicas mas que também tem seus dois pés cravados no tropicalismo. Principalmente no vocal de Camille e nas batidas alá bossa nova já no fim da canção.

Uma das faixas que mais gosto do disco é justamente a penúltima, “Blues do Cangaço”. Além de trazer uma incrível viola em conjunto com o erhu (violino chinês), o vocal de Léo tem todos os holofotes a sua volta.

Você se sente no meio do sertão nordestino vivenciando uma história alá Velho Chico + Bang Bang. Fico até curioso para saber como ficaria a canção na voz de Zé Ramalho. Em minha opinião seria uma parceria genial.

Fechando o álbum temos a faixa bônus, “The Sigh Of A Devil And The Flesh Of An Angel”. Um cruzamento de Tom Waits, The Animals com Bob Dylan ao meu ver, gosto das texturas e da experimentação sessentista.

É curioso ver uma canção em inglês logo no fim do disco. E isso mostra como o som da banda é versátil e se adapta a qualquer idioma sem perder a qualidade.

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A baixista Camilla assina o projeto gráfico do álbum.

O primeiro álbum cheio do Molodoys é uma viagem por todos hemisférios do nosso corpo, mente e espírito através de ondas psicodélicas, elementos tribais e experiências sensoriais. Após uma série de EP’s promissores, o entrosamento fez com que a banda ganhasse corpo em seu disco de estreia.

As participações reúnem de uma forma muito interessante elementos que talvez em quatro integrantes ficasse difícil explorar. É interessante saber como cada um soma de uma maneira singular e especial ao projeto. Camilla por exemplo conduz a parte estética/gráfica do projeto com inspirações na cultura vaporwave e Pop Art.

Já Léo além de empunhar a guitarra, toca Erhu (violino chinês) e traz sua voz rouca feito Tom Waits. Vítor traz todo seu campo de conhecimento em música étnica e folclore com “PHD” de estudioso no assunto e vivências no universo do rock mais pesado como passagens por bandas de stoner e rock progressivo. E Jairo além de segurar a pressão na bateria ainda canta.

As referências de cada um são sentidas e isso não o torna um disco previsível como outros contemporâneos, mas sim algo deles. São discos como esse que mostram que sim: é possível fazer um álbum de qualidade juntando vários elementos distintos mas com um conceito claro em mente. Como dito anteriormente é um disco sensorial, ou seja a melhor maneira para ouví-lo é se desconectando de qualquer aparelho eletrônico para realmente “se desplugar” deste campo gravitacional.

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Experiência sensorial ciber espacial é a marca registrada do primeiro álbum do Molodoys. – Foto: Lheka Andrades

[Hits Perdidos] Recentemente vocês participaram do projeto Orange Sessions. Como foi a experiência?

Léo: “Foi muito lindo fazer parte desse projeto. A gente acompanhou todo o processo de desenvolvimento desde quando era apenas uma ideia do Ale e do Gustavo, ver tudo tomando forma e no fim participar foi uma experiência maravilhosa e com certeza aprendemos bastante, acho que levou a banda pra outro patamar.

[Hits Perdidos] Vocês já lançaram nos últimos anos alguns EP nos últimos anos mas “Tropicaos” é o primeiro full lenght. Como foi a nova experiência, as gravações e a expectativa?

Molodoys: “Foi uma grande aventura (risos). No começo de tudo, lá pelo início de 2015, a ideia era gravar apenas outro EP com as músicas novas em português que havíamos trabalhado, mas a oportunidade de gravar no Rubber Tracks deu o empurrão que a gente precisava pra decidir gravar o álbum cheio. Demorou quase um ano pra gravarmos tudo, tivemos que nos desdobrar pra fazer acontecer mas no fim deu tudo certo.

Foi um processo longo mas necessário, e acho que evoluímos em conjunto com o disco à medida que ele ia sendo trabalhado. Sobre as expectativas: A gente tenta manter o pé no chão, é claro que o sonho máximo é estourar que nem os Boogarins né? Mas isso é bem difícil. A realidade é que agora é um momento crucial para focarmos em divulgar o disco, sair pelo Brasil tocando e espalhando nossa palavras e nosso som, é hora trabalhar intensamente.”

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Camilla durante as gravações no Estúdio Gerência. – Foto: Guilherme Oliveira

[Hits Perdidos] A capa foi elaborada pela Camilla. De onde veio a ideia e qual o conceito da arte?

Camilla: “É um pouco difícil falar sobre processos criativos, esse foi o mais delicioso possível porque pude usar da linguagem gráfica para expressar um pouquinho além da música, um pouquinho além das minhas linhas de baixo, e pude desenvolver essa outra linguagem durante o processo de elaboração do disco..

Essa foi uma oportunidade valiosíssima. É como nomear algo visualmente, dar um rosto a algo usando das minhas referências visuais e experiências sonoras. A pira cinestésica até rola mas o que realmente comanda no momento da criação, além da questão estética, é a relação simbólica que os elementos tem com todo o contexto do disco:

A silhueta de uma planta comumente encontrada nas casas, em halls de predios, praias e praças, a cor do ano de 2016, nomeada pela Pantone e um liquido vibrante e denso, compondo todo o corpo da folha, a sensação de ordem placida e caos frenético juntas. Pra mim esses são bons símbolos para dar face a Tropicaos (risos).”

[Hits Perdidos] “Quebra Arcos” foi uma das faixas gravadas no Family Mob Studio pelo Converse Rubber Tracks. O segundo take de uma música de improvisação livre gravada inteira ao vivo. A faixa recebeu esse nome depois de um ensaio onde o Léo quebrou o arco de violino batendo com ele no prato de ataque e na guitarra algumas vezes.

Como foi a gravação dentro do projeto e conte mais sobre essa “divertida” história.

Molodoys: “Ficamos sabendo da gravação no meio de uma madrugada quando o Leo viu o email do Rubber Tracks, era um sonho pra nós gravar la no Family Mob e quando a notícia veio foi um baque dos bons (risos). A gente ganhou um dia pra usar o estúdio ao nosso modo, então decidimos aproveitar ao máximo e gravar o instrumental de 4 músicas ao vivo. Gravamos “Venus Almitantii”, “Ácido”, “The Sigh Of A Devil And The Flesh Of An Angel” (releitura de uma das músicas do primeiro EP, que acabou entrando como faixa bônus em Tropicaos) e “Quebra-Arcos”.

Quem veio com a ideia inicial pra Quebra-Arcos foi o Vítor, ele trouxe a ideia pro ensaio e trabalhamos juntos na estrutura da música (como a gente costuma fazer quase sempre), o Léo queria usar arco de violino e alguma música pois tinha visto uns vídeos do Sonic Youth e pirado na idéia de usar a guitarra de modos não convencionais, ele aproveitou essa oportunidade pra fazer isso, já que a música é um instrumental de improviso.

Daí rolou o lance do arco, o Léo se empolgou a tragédia aconteceu, na hora foi bem triste pois ninguém gosta de um arco quebrando né? (risos). Não lembro de quem veio a ideia do nome, acho que foi uma brincadeira do Vítor que acabou pegando, e achamos legal por causa da história.”

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Molodoys gravou 4 faixas no Family Mob para o projeto Rubber Tracks. – Foto: Estevam Romera

[Hits Perdidos] O álbum conta com a participação de integrantes de várias bandas (Orquestra Abstrata, Nuvem Leopardo, Magnolia & RMNY, Modulamini, Edgar e Matativa, Arara Saudita, Mustache & Os Apaches, Sexy Groove e Blackalbino), como sente que cada um contribuiu?

Léo: “A gente chamou 5 artistas (e amigos) que admiramos o trabalho para participarem do disco, alguns tocam e mais de um projeto musical achamos legal citar todos. Eles são:

Eduardo Kolody (Orquestra Abstrata), que gravou a segunda guitarra e efeitos em “Hora do Chá”;

Marcel Willow (da banda Nuvem Leopardo), gravou alguns arranjos de guitarra e modulações em “Dois Mil e Dez”;

Humberto ‘RMNY’ Fernandes (Magnólia & RMNY, Modulamini), gravou o beat de funk carioca em “Tropicaos”;

O rapper Edgar (que também toca nos projetos: Arara Saudita e Edgar e Mataviva), fez sua participação em “Uirapurú” interpretando a personagem da ‘Formiga’, na história da música (que faz referência ao conto da ‘Formiga e a Cigarra’);

Tomás Oliveira (Mustache e Os Apaches, Blackalbino e Sexy Groove), que tocou suas taças de cristal em “Uirapurú”.

[Hits Perdidos] Quais as inspirações na parte poética e musical desse novo trabalho?

Molodoys: “A parte poética tem bastante influência das nossas vidas, do que passamos no dia-a-dia e do nosso contexto atual, digamos que é um disco sobre o presente, o aqui e agora, mas também com um olhar as vezes introspectivo e reflexivo.

Inspirações musicais nós temos muitas, vão de Pink Floyd da era Barrett, passando por Tom Waits, Cartola, Nirvana, Mutantes, Miles Davis, Bowie, Beatles, Blank Banshee e por aí vai… A gente costuma ouvir bastante coisa de vários estilos diferentes e acho que tudo isso acaba influenciando no nosso som de um jeito ou de outro.”

[Hits Perdidos] Algumas canções como “Lira dos Anos Vinte” e “Blues do Cangaço” integram o álbum mas já tinham sido lançadas anteriormente. No projeto da Levi’s (“Lira”) e “Blues do Cangaço” que saiu em 2015. Falando nisso, como foi a participação na Levi’s?

Molodoys: “O projeto da Levi’s foi uma grande surpresa, a gente tava com o disco praticamente pronto e veio a notícia por telefone de que havíamos sido selecionados pro projeto.

No primeiro momento ficamos sem reação, mas não dava pra negar a oportunidade de gravar em outro estúdio bom. Então corremos pro estúdio onde ensaiamos (Estúdio Armazem, do querido Henrique Polak) no dia seguinte e começamos a trabalhar em algo novo, tivemos alguns dias pra concluir a música pois a gravação seria na semana seguinte.

No fim das contas ficamos surpresos por termos conseguido, e o resultado agradou bastante. Gravamos no estúdio Zastrás lá no Alto da Lapa, a faixa também teve seu instrumental gravado ao vivo como a maioria das músicas do disco.”

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O Molodoys após participar da coletânea Neo-Psicodelia Brasileira organizada pelo selo Miniestério da Contracultura foi convidado para integrar o casting. –  Foto: Lheka Andrades

[Hits Perdidos] Em 2015 vocês integraram o casting do Miniestéreo da Contracultura, como tem sido apoio e quais outros trabalhos que já saíram pelo selo destacariam?

Léo: “Esse lance foi bem legal, a gente participou da coletânea Neo-Psicodelia Brasileira organizada pelo selo, depois disso fomos convidados pelo querido Eduardo Kolody pra fazer parte do casting.

Desde então eles tem dado um bom suporte pra banda na questão de divulgação, o que é algo muito importante, somos muito gratos <3. Eu (Léo) destacaria os projetos Orquestra Abstrata, Tatá e Danú, Barra Funda Fighters, Lô Cardoso, Joe Silhueta e Rios Voadores, esses são os que eu mais ouvi/ouço e recomendo que dêem uma ouvida também!

Claro que no selo tem muitos outros projetos que também valem a pena serem ouvidos, eu citei só os que eu mais me identifiquei, mas tem muita coisa boa rolando pra todos os gostos!

Além do Miniestéreo, entramos recentemente como parte do casting do selo Lezma Records, lá de Porto Alegre, que tem nomes como Supervão, Moldragon, Mona & Outros Mares (no qual eu e Camilla também participamos), Siléste e Chimi Churris, também recomendamos que ouçam as bandas do selo, são muito boas!”

[Hits Perdidos] Vocês tem planos de lançar algum webclipe?

Molodoys: “Em breve vamos lançar um clipe pro single ‘Ácido’, gravamos no fim de 2015 e decidimos lançar depois do disco. Aguardem!”

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Tigermilk do Belle & Sebastian está na lista de discos favoritos da Camilla. – Foto: Lheka Andrades

[Hits Perdidos] Quais discos favoritos de cada integrante?

Léo: “Sem ordem definida…

Os Mutantes
The Piper At The Gates Of Dawn (Pink Floyd)
Da Lama Ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
Birth Of A New Day (2814)
Cartola
Nevermind (Nirvana)
A Musing Of Miles (Miles Davis)
Rain Dogs (Tom Waits)
Blank Banshee 0 (Blank Banshee)
– The Velvet Underground & Nico

Camilla:

Tigermilk (Belle & Sebastian)
The Piper At The Gates Of Dawn (Pink Floyd)
Kind Of Blue (Miles Davis)
Love Supreme (John Coltrane)
Disraeli Gears (Cream)

Vítor:

Alturas de Macchu Picchu (Los Jaivas)
Spiritchaser (Dead Can Dance)
Mekanik Destruktiw Kommandoh (Magma)
Into The Labirynth (Dead Can Dance)
Rain Dogs (Tom Waits)
Ape Of Naples (Coil)
Anastasis (Dead Can Dance)

Jairo:

Wish You Were Here (Pink Floyd)
Depois do Fim (Bacamarte)
News Of The World (Queen)
Milton Banana Trio
Revolver (Beatles)

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É tanta banda de qualidade brotando no cenário nacional que eles prepararam uma lista extensa de dicas para os leitores do Hits Perdidos. – Foto: Lheka Andrades

[Hits Perdidos] Quais bandas recomendariam para os leitores do Hits Perdidos?

Léo: “Tem MUITA coisa acontecendo por aí atualmente pra todos os gostos, vamos citar alguns mas não se resume a apenas isso (peço desculpas se esqueci de alguém):

O Grande Grupo Viajante, Pedro Pastoriz, A 25a Experiência, Arara Saudita, Os Subterrâneos, Seu Ninguém, Os Estilhaços, Der Baum, Murilo Sá & Grande Elenco, Wallacy Willians, Die Die, FingerFingerrr, Mel Azul, Enig & Mareantes Sônicos, Antiprisma, Stereonova, Quarto Negro, Ego Kill Talent, BBGG, Sara Não Tem Nome, Mescalines, Velha Resistência, Aláfia, Chaiss, As Bahias e a Cozinha Mineira, Jaloo, Os Skywalkers, Lucian & Os Panteras, Mustache & Os Apaches, Nuvem Leopardo, Las Sombras, Carbônica, Knei, Bombay Groovy, Supervão, Mona & Outros Mares, Orquestra Abstrata, Britônicos, Concha, Não Ao Futebol Moderno, Sexy Groove, Chimi Churris, Moldragon, Goldenloki, Forest Crows, Warley Noua, João Perreka & Os Alambiques, As Despejadas, Inky, O Terno, Carne Doce, Maru, Luziluzia, Boogarins, Black Cold Bottles, Bike, Van Der Vous, Rocartê, Charlie e Os Marretas, Yannick, a.k.a. Afro Samurai, Edgar, Almirante Shiva, Tramp Stamp Moose, Picanha de Chernobill, Luiza Lian, Luneta Mágica, Sala Espacial, Grand Bazar,Soul Juice, Lô Cardoso, Joe Silhueta, Tatá e Danú, Winter Waves,The Outs,Chimpanzé Clube Trio, Música de Selvagem, Catavento, My Magical Glowing Lens,Lucas Cyrne,Teko Porã…. esses são os que eu consegui lembrar”

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