BUFALO questiona insanidade das metrópoles em “Pareidolia”

Em 2008 em São Bernardo do Campo – no grande ABC paulista – surgia uma banda um pouco ao acaso que queria tocar apenas, sem grandes expectativas de ser uma “uma banda de verdade” como afirma Marcus Ariosa, guitarrista e vocalista da BUFALO.

Marcus Ariosa: “No início, não tínhamos intenção de ser uma banda instrumental, nem de ser uma banda na verdade. Gravei uns riffs na casa de um amigo, e comecei a mostrar para algumas pessoas. Então o Rafael (Murador, a segunda guitarra da banda) gostou das músicas, juntamos mais dois amigos e começamos a tocar. Eu tinha um estúdio, e por isso era fácil de gravar o material e lançar na Internet”.

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BUFALO ao vivo na CASAMARELA – Foto: Felipe Cabello

BUFALO tem em sua formação: Marcus Ariosa (Voz / Guitarra), Rafael Murador (Voz / Guitarra), Thiago Buda (Voz / Baixo) e  João Paulo Critis (Bateria).

Logo no primeiro ano veio o EP CIDADE MATA (2008), no ano seguinte participaram da coletânea Sons do ABC promovida pela Petrobrás e em 2010 foi lançado UM PEDAÇO DE BIFE.

Em 2012 eles participaram com duas faixas de outra coletânea – Cão Faminto – ao lado de grupos do calibre de ProjetoNave, Giallos, Marco Pablo e Otis Trio. O disquinho também marcou a primeira vez que a banda experimentou o recurso dos vocais, antes disso o som era instrumental.

Marcus Ariosa: “O BUFALO, no começo, era um animal calado. Forte, imponente e cheio de disposição, mas quieto. Dava o recado sem precisar abrir a boca.
Mas algo aconteceu na vida do mamífero ruminante… O bicho cantou!

Nós achávamos que poderíamos encaixar vocais em algumas partes, e então o Rafa fez uma música na qual eu consegui colocar um trecho de uma letra e fui desenvolvendo a partir daí. Acabei viciando na parada, e desde então comecei a escrever. Ainda rolam momentos instrumentais no disco e nos shows, mas acho que agora a banda está mais completa”

Mas o ano da grande transformação da BUFALO foi em 2015 com o lançamento do seu primeiro disco, Pontes. Este que tem este nome exatamente pela transição e que faz o elo entre os primeiros dias de banda e a fase atual.

O álbum foi gravado por Alexandre Fontanetti no estúdio Space Blues (São Paulo/SP) e mixado e masterizado por Marcos Ariosa. Vale destacar o sentimento de coletividade vital para que conseguissem expressar mais sobre as origens e a história do grupo. Assim o trabalho conta com as participações de músicos experientes do ABC: Arnaldo Tifu, Cláudio Cox (Giallos), DJ B8 (Projetonave) e Bio Bonato (Ba-Boom).

Como todos sabemos o primeiro disco é sempre uma conquista e muito suor é derramado. E para eles veio na hora certa junto com a maturidade. Foi através de Pontes (2015) que tive o primeiro contato com o som da BUFALO e talvez por isso eu tenha um carinho especial pelo registro.

A partir dele pude ver como funciona a panela musical do conjunto que consegue transmitir com a leveza de uma jam diversas referências e universos musicais distintos. BUFALO é daqueles grupos que poderia ter nascido em 94 ou 2015 que continuaria extremamente atual, disruptivo e ferroz feito um animal selvagem.



Com energia renovada e muita vontade de mostrar serviço eles foram anunciados com direito a show surpresa no casting do selo paulistano Howlin Records. Aliás o evento realizado na Associação Cultural Cecília foi cheio de surpresas. Afinal de contas o show marcou as celebrações dos 2 anos do selo em noite histórica na Barra Funda.

Além do show pudemos assistir em primeira mão ao documentário SHOW DE RUA que mostrou um pouco dos bastidores e dificuldades em organizar um evento ao ar livre – e a importância de cada voluntário na experiência. Daquelas pequenas coisas que dá orgulho de ver a cena acontecendo com tanta energia positiva sendo compartilhada.

Na Sexta Selo já era ventilado que em breve estava para chegar aos nossos ouvidos o novo disco do quarteto. Após a catarse sonora que aconteceu no Cecília, já era para se imaginar que viria chumbo quente no segundo semestre de 2016. De fato que tivemos – como plano de fundo – muitos protestos, impeachment, violência policial e ódio espalhado por todos os cantos da cidade para contextualizar o disco de uma forma ainda mais urgente.

A temperatura esquentou, e o tom de fúria e desabafo de Pareidolia – lançado no último mês de agosto – veio para tirar esse ar sufocado. Um pedido de ajuda coletivo por tentar humanizar uma metrópole que na maioria das vezes suga nossas energias sem ao menos dizer um singelo “bom dia” ou perguntar “como você está?”.

No dia 08/08, um dia um tanto quanto cabalístico, era oficialmente lançado o segundo disco da BUFALO com 7 canções inéditas. Estas que foram gravadas nos estúdios: Estúdio Fábricas de Sonhos e Bambu Estúdio / BambuHaus. A mixagem mais uma vez ficou por conta de Marcus Ariosa, já a masterização é assinada por Luis Lopes (FlapC4). Sem esquecer claro da capa toda em p/b que foi feita pela Paula Padilha – confira o portifolio da artista.



E nesse clima nublado com nuvens acizentadas é que começamos nosso tradicional faixa-a-faixa de um dos discos mais aguardados do underground paulista de 2016. Acredito que a gama de referências aumentou, como eles mesmo comentarão mais para frente a cada disco algo novo vai se somando e a jam começa a ficar automaticamente mais “redonda”.

“Suando a Febre” tem a responsabilidade de abrir os trabalhos e já começa perturbando com o som ríspido da microfonia. As guitarras soltas e cheia de detalhes matemáticos são amansadas pelo cadenciar do baixo. Aliás a canção me remete a contemplação da capa que mostra o ar da solidão. O rock alternativo e o grunge dão o ar de esperança – ou a falta dela – que a faixa carrega. O sofrimento e a transformação são os dois pilares da música.

“Pareidolia” é a segunda faixa do álbum mas antes vamos entender o que significa a expressão:

“A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares.

Ela também acontece com sons, sendo comum em músicas tocadas ao contrário, como se dissessem algo. A palavra pareidolia vem do grego para, que é junto de ou ao lado de, e eidolon, imagem, figura ou forma. Pareidolia é um tipo de apofenia.” Definição estraída do Wikipedia, porém perfeita.

A significância também está no lamento, na dor, nos ruídos, nos dizeres falados e não falados em “Pareidolia”. Ela tem o groove do funk, guitarradas criativas e cozinha hardcore/jazz na bateria. Duas bandas de qualidade do nosso cenário paulista que consegue imprimir faixas desta magnitude são Chabad e BLUES DRIVE MONSTER que recentemente lançaram o SPLIT MÓNÓ.

A canção serve de aquecimento para uma mais transgressoras faixas do disco, “Estradas”. Uma música pesada, repleta de sentimentos à flor da pele e cheia de arranjos disruptivos de jazz, com tempos quebrados aliados a simplicidade do blues.

A música fala sobre você ter o controle da sua vida e poder muda-la a hora que quiser. O auto-controle como ferramenta de transformação. Os sonhos como a estrada em direção as novas conquistas. Se no começo do disco, o tema do descontentamento é levantado como problemático: em “Estradas” a esperança ganha fôlego e norte.

Crua, nua e de transição “Ancient” faz o elo entre a primeira e a segunda parte do disco em menos de um minuto servindo de introdução para o Hit Perdido – e minha faixa preferida do disco – “A Fé e a Espada”.

A atmosfera que eles conseguem imprimir nessa canção é sensacional, você automaticamente ativa todos os seus sentidos e viaja, alguns costumam chamar isso de transcender. Ela tem uma energia de expansão do espírito, liberdade e transformação intrínsecas.

O tema central é explicitamente dito nesta faixa, carrega toda a “podridão” que uma metrópole tem no seu modo operante. Todas perturbações psicológicas e “pareidoleias” que sofremos. Acredito que todo mundo tenha algum amigo ou grupo de amigos preso a medicamentos tarja presa e sufocados por um mar de expectativas e cobranças que somos impostos todos os dias. Resultado, resultado e mais resultado. A pergunta que fica é: Até quando devemos abrir mão da nossa sanidade para nos adequar a sociedade?

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“Planalto” chega de mansinho explorando as camadas mais lo-fi e pedais de distorção. Tudo isso com muita leveza e detalhes que te levam para um campo de centeio, onde o céu é o limite para contemplação do espírito que no momento: pede ajuda para conseguir escapar da realidade que o acompanha.

Para fechar de maneira apoteótica e indo para horizontes ainda não percorridos na discografia da banda, temos “Narcose”. O peso não está só no nome mas como na energia que vem com os berros, distorções e cavalgadas que vemos no “stoner rock”. Algumas guitarras provocam cacofonia e as regras são deixadas de lado através de tempos quebrados. Sirenes soam e o caos está instaurado.

Temos detalhes que te remetem ao derretido dos Melvins ao grito do fundo da alma do Death Metal. O melhor a se fazer é tentar não classificar com rótulos a canção e sim: flutuar no meio do furacão de sentimentos.

Pareidolia cumpre o que promete: vem para chacoalhar as motivações do descontrole que é conviver em sociedade. A mensagem se encaixa em tanta coisa que cada nova interpretação não deixa de estar correta. Muito pelo contrário ela vem para somar no oceano caótico que permeia a sociedade.

A metáfora da metrópole abrange a podridão tanto nos níveis de sua estrutura como no modo operante. No meio disso temos fantasmas e nuvens escuras disfarçadas de ansiedade, expectativas e deveres. Somente uma banda num estágio de maturidade em suas composições conseguiria alcançar o patamar conceitual que a BUFALO sacramentou com excelência. Sem dúvida nenhuma: um os grandes lançamentos do ano.

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Pareidolia (2016) é o primeiro lançamento da BUFALO no casting da Howlin’ Records

[Hits Perdidos] Conheço a banda a um tempo e sempre quis perguntar o porque do nome. Enfim, chegou o dia de saber: Qual a origem de “BUFALO”?

Marcus Ariosa: “A banda começou quando gravei umas músicas na casa de um amigo,  quando fui subi-las na internet não quis colocar meu nome, na época estava lendo bastante sobre filosofia e terapias orientais e descobri que meu signo no horóscopo chinês era Bufalo dai coloquei o nome. Foi legal que na mesma época surgiram varias banda instrumentais com nome de animais e o nome acabou nos ajudando a nos conectar com várias delas.”

[Hits Perdidos] Vocês lançaram tem um mês o segundo disco, Pareidolia. Um dos lançamentos mais aguardados dos últimos tempos. O leque de influências parece ter aumentado e a maturidade musical chegou a outros patamares. Como descrevem a evolução no comparativo Pareidolia (2016) x Pontes (2015)?

Marcus Ariosa: “Nós todos gostamos de estilos variados de músicas e realmente as influências são muitas. Vemos cada disco como uma oportunidade de explorar uma parte delas. A maior evolução talvez tenha sido na parte lírica pois comecei a me dedicar cada vez mais a escrita. Coisa que não existia no começo da banda, tenho bastante orgulho do que consegui fazer no Pontes mas ainda estava descobrindo a melhor forma de inserir as vozes e letras na músicas.”

[Hits Perdidos] O que estavam ouvindo no momento das composições?

Marcus –  No meu caso estava ouvindo bastante o La Carne (Vol.05) , Vapor (Culpem o álcool), o Sport , banda da França que vi tocar em São Bernardo e virei fã.
João  – Lee Ranaldo and The Dust, Desert Colossus, Truckfighters, Mouse on the keys, Elder, Spaceslug, Naxatras, Blackspace Riders, Dwellers e Jimmy Chamberlin.
Rafael – Loyal Gun, Pinback, Sport, Dinosaur Jr., Yuck, Gigante Animal.

[Hits Perdidos] Vocês recentemente entraram para o casting da Howlin’ Records. Como veem que a parceria tem ajudado?

Marcus Ariosa: Isso foi bem legal pois era uma galera que já estávamos fazendo coisas juntos a um tempo, nós identificávamos muito com as pessoas e bandas do selo e a nossa entrada ajudou a melhorar ainda mais a relação com essa galera.

[Hits Perdidos] O surgimento da banda é algo bastante peculiar, ainda como banda instrumental. Contem como foi.

Marcus Ariosa: Uma das musicas que gravei nesse meu amigo era uma composição de uma banda que tive com o Rafa (guitarra) na adolescência que largamos quando a banda acabou, chamei o Rafa pra gravar comigo essa música e ele gostou das outras musicas que eu estava fazendo.

Depois que eu subi as músicas na internet começaram a surgir convites pra shows e tal… daí chamei o Rafa e mais dois amigos pra tocarmos as canções. Regrávamos elas juntos e lançamos nosso primeiro EP chamado Cidademata (2008), lançamos depois o EP “Um Pedaço de Bife”(2009) ainda instrumental.

[Hits Perdidos] Quais projetos anteriores dos integrantes da BUFALO?

Marcus: Eu e o Rafa tivemos uma banda na adolescência chamada Bohsco, eu toquei baixo numa banda instrumental chamada Cappuccino Derby. Hoje toco bateria também no Microndas.
João: Bandas Punks nos anos 90, NOF, Lavanderia Groove Sessions e 3 Trocos
Thiago Buda: Lavanderia Groove, fui também o primeiro baixista do Bixiga 70, hoje em dia toco com o Samuca e a Selva e Kubata.

[Hits Perdidos] Temos jazz, rock experimental e alternativo na panela da BUFALO. Como é o processo na hora de compor com tantas influências?

João: A nossa vantagem é que todo mundo tem mais ou menos a mesma bagagem e base de repertório. Então nossas diferenças de repertório acabam se sobressaindo naturalmente cada um com seu estilo e de forma harmoniosa, pra mim parece que nunca foi tão fácil compor…

Marcus: Todos nos temos uma base musical bem parecida, crescemos nos anos 90 então essa época está bastante enraizada em todos mas com o passar do tempo cada um foi absorvendo influências… o que enriquece muito o processo de composição. Todos na banda compõe mas finalizamos a música juntos. Pra mim é sempre muito gratificante pois a música se torna algo que eu nunca conseguiria fazer sozinho.”

[Hits Perdidos] “A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado.”

Nos contem o porque da escolha do nome?

Marcus Ariosa: “Eu estava vendo uma página que postava fotos de marte extraídas do site da Nasa aonde eles apontavam o que eles acreditavam ser provas de vida extraterrestre, os mais céticos atribuem essas “provas” ao fenômeno da pareidolia .

A música “Pareidolia” é sobre um astronauta abandonado em um planeta fadado a viver o resto de sua vida na companhia apenas dessas ilusões, a pareidolia se tornaria o seu mundo real. Esse significado foi crescendo e fui vendo o quanto ele se encaixava na forma de interpretar uma música ou letra que podem ter significados tão diferentes para cada pessoa.”

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BUFALOFoto: Guilherme Sanchez

[Hits Perdidos] “Estradas” é uma música pesada, repleta de sentimentos à flor da pele e cheia de arranjos disruptivos de jazz, com tempos quebrados aliados a simplicidade do blues. Qual seria a mensagem por trás da canção?

Marcus Ariosa: “Essa música surgiu de um riff de baixo no Buda. A minha influencia para a música foi uma das minhas bandas prediletas chamada Karate. Pra mim a banda que melhor conseguiu fundir o rock alternativo com jazz. Quando ouvi o riff do Buda pensei que era minha chance de tentar fazer algo no estilo deles. A música fala sobre você ter o controle da sua vida e poder muda-la a hora que quiser.”

[Hits Perdidos] “Narcose” já tem um levada mais Stoner com peso, berros e a trip é distinta das outras faixas. Conseguindo fundir experimentalismo com flertes de post-hardcore e o próprio rock soturno setentista. Que sensação quiseram passar fechando com a faixa? Seria o sentimento de caos e auto-destruição?

João: “Nesse som chegamos numa vertente onde o BUFALO nunca tinha pisado, queríamos surpreender. O sentimento é de fim da linha eu acho….”

Marcus: “Em 2014 em lancei um disco solo chamado “Auto Controle” e essa música era desse disco e acabamos adotando para a banda. Depois de gravadas as músicas achei que faria sentido acabar o disco com ela pois ela tem um final de aproximadamente 3 minutos de microfonias.

Inicialmente ela era instrumental mas um dia em casa comecei a experimentar umas vozes com distorção. O resultado acabou ficando diferente de tudo que já fizemos e achamos legal acabar o disco apontando para uma nova vertente. O ideia da letra é basicamente esta mesmo de auto-destruição mas apontando para um recomeço.”

[Hits Perdidos] “A Fé e a Espada”, que música, amigos. A atmosfera é ímpar e nos leva para outro lugar. Ela tem uma energia de expansão do espírito, liberdade e transformação intrínsecas. A crítica seria sobre as cobranças da sociedade e o inferno que é viver em uma megalópole?

Marcus: Sim, eu tive alguns casos de amigos que sofreram com problemas psicológicos como esquizofrenia e depressão. Problemas que eu mesmo também já enfrentei.

Em um desses surtos um amigo meu escreveu  “para se libertar por completo é preciso libertar os outros das correntes que os prendem também, pois se o fizer sozinho será considerado louco, mas se todos o fizerem, será considerado louco aquele que não o fizer.” A música fala sobre isso, sobre termos que questionar nossa sanidade e o peso de ter que se enquadrar nessa sociedade.

Rafael: Harmonicamente a música tenta trazer um pouco das polaridades que envolvem a vida num lugar assim, suspense, tensão, explosão, caos e beleza.

[Hits Perdidos] O que vem mais de podridão na cidade? E como acham que cada um pode contribuir para mudar isso?

Marcus: “Pra mim a arte foi o que mais me mudou, acho que ela tem o poder de mudar muita coisa nas pessoas e na sociedade. Todo mundo tem diversos sentimentos e se você não encontrar uma forma construtiva de expressá-los: eles não vão sumir, eles acabam se manifestando de alguma forma.”

Rafael: “Há muitas coisas boas de se viver numa metrópole, porém um lado triste é que a maioria das pessoas se deixa levar naquele modo automático, “rolo compressor”, de gastar a vida correndo atrás de algo só porque todos dizem que é certo, é necessário, não se questionam, não têm tempo pra isso… e às vezes se passa uma vida inteira assim, gastando tempo e energia atrás de algo que não é de verdade.

Acho que pra mudarmos isso deveríamos nos propor a tentar conectar nos com algo real dentro de nós, a algo que nos pertence de fato. Essa mudança interna extremamente individual acarretaria mudanças pra toda sociedade.”

[Hits Perdidos] Quais discos preferidos de cada integrante?

Marcus: Nirvana – In Utero (1993), ToolAenima (1996), FugaziThe Argument (2001), Pink FloydWish you were here (1975), John FruscianteThe Empyriam (2009)MorphineThe Night (2000), PortisheadPortishead (1997), Rage Against The MachineEvil empire (1996), Bad BrainsI against I (1986).

Thiago Buda: Demon FuzzAfreaka (1970) , Fela KutiExpanssive Shit (1975) , Rage Against The MachineRage Against The Machine (1992), Dead KennedysFresh Fruit for rotting vegetables (1980).

João:  Fora todos do Rush?
Pink FloydMeddle (1971)
Niños con Bombas –  De Tiempo en el Momento de la Explosion (1997)
Jimmy Chamberlin ComplexLife Begins Again (2005)
Mouse on the keys –  Sezession (2007)
Medeski, Martin and WoodEnd of world Party (2004)

[Hits Perdidos] Quais bandas recomendariam para os leitores do Hits Perdidos?

Marcus: Vapor, Blear, Chalk Outlines, La Carne, Porno Massacre, o Aldan de Minas Gerais, da galera aqui do ABC gosto muito do Sky Down, Giallos, Color For Shane , Nomade Orquestra , Arnaldo Tifu , Marco Pablo e os Bons Companheiros.

João: Niños con Bombas e nacional eu citaria Vapor.

Thiago Buda: Nomade Orquestra.

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