Nossa Cidade e o grito suburbano de Nosso Querido Figueiredo

Hoje vamos conhecer a uma visão distorcida e poética da realidade de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. O projeto de um artista que em 8 anos já lançou um número incontável de álbuns e se atenta a detalhes que você nem imagina após dar o play.

Sim, hoje vamos falar sobre o projeto: Nosso Querido Figueiredo. Idealizado e executado por uma pessoa só, sim trata-se de uma one-man band, Matheus Borges.

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O artista na semana passada lançou seu novo trabalho Nossa Cidade ’16 e homenageia a cidade de Tapes/RS.

Tapes para quem não está familiarizado com a localidade, é uma pequena cidade litorânea do Rio Grande do Sul. Famosa na região por casas de veraneio, teve um ápice em seu desenvolvimento na década de 90 onde a procura pelos imóveis teve um aumento substancial. Com pouco mais de 18 mil habitantes, a cidade tem com certeza toda a atmosfera de interior, de cidades de vila: onde todos se conhecem, se analisam e porque não dizer SABEM TUDO DA SUA VIDA.

Matheus por sua vez desde cedo teve um grande interesse pelas questões da política local e nacional. Cansado de ver uma sociedade conservadora e cheia de castas sociais, ele decidiu começas a escrever sobre desde cedo.

Sua irreverência se traduz no deboche e nas crônicas que faz ao analisar o mundo a sua volta. Hoje morando em Porto Alegre, ele decidiu juntar alguns singles, composições antigas e fazer um álbum conceitual sobre a cidade que viveu até os 17 anos. Esta que tem sentimentos díspares em relação, como todos seres humanos pensantes.

Um disco bastante curioso para quem está de certa forma atrofiado a realidade das cidades grandes onde tudo é para ontem e o descanso nunca é permitido. O álbum permite também uma grande identificação com todos as pessoas que passaram pelo mesmo processo que Matheus: a migração das cidades pequenas para as grandes capitais do país.

Uma realidade dura em busca de melhores oportunidades e colocações no mercado de trabalho. Uma realidade que muitas vezes faz com que muitos percam qualidade de vida e sacrifiquem seu bem estar em prol de objetivos de causa maior.

Seu estilo é para lá de peculiar em sua musicalidade. Ele explora uma diversidade de estilos como Shoegaze, Dream Pop, Lo-fi, Noise Pop, Post Punk e New Wave. Em algumas canções desse disco poderão ver que ele brinca com outros estilos como Punk e Sludge.

Suas inspirações também são bastante distintas e ricas, ele mesmo cita nosso eterno “Amigo Punk”, Wander Wildner e os cearenses do Cidadão Instigado, além de guitar bands dos anos 90.

 

Mas para entenderem o porque este álbum novo tem raízes em 2012 vamos a uma breve história. Naquele ano, Nosso Querido Figueiredo, produziu um curto EP chamado Nossa Cidade (2012). Suas inspirações vieram diretamente das eleições municipais. E essa veia política está presente desde seu primeiro lançamento, 4 anos antes, Fugere Urbem (2008), também em decorrência as eleições de seu município. Assim como ele mesmo diz:

“…começo a acreditar que minha música está intrinsecamente associada ao processo democrático.” Matheus Borges

O EP, de 2012, era para ter sido um álbum. Tendo inspiração em sua cidade natal (Tapes/RS), mas com o intuíto de dialogar com pessoas além das cercas do interior do Rio Grande do Sul. O tema da decadência e falência do sonho de viver em cidades pequenas em detrimento de problemas como:

  • Migração de jovens para grandes centros urbanos: resultando em população cada vez mais idosa e menos produtiva
  • Desvalorização dos terrenos
  • Zonas periféricas infladas demograficamente
  • Aumento da criminalidade

Assim em 2016 aquele antigo sonho de gravar o full-lenght com todo esse conceito ganhou vida. Aliás, o músico é multi-instrumentista e grava todos os instrumentos um a um. O que por sua vez o dificulta a realizar apresentações ao vivo. Ele tem datado seu último espetáculo em meados de 2012.

A faixa que inicia o disco, “O Cidadão (parte 1)”, dialoga com a faixa 14 (“Cidadão (Parte 2)”). Ela já começa com um teclado vibrante e bateria eletrônica, a letra é bastante irônica e tira onda com o falso bem estar do comodismo do sonho médio. A realidade da cidade do interior de a vida do outro ser mais interessante, a sociedade das aparências e a fofoca da rua, são temas abordados.

Já a faixa 14, “Cidadão (Parte 2)”, fala da boemia e da vida de vadiagem. Critica as boas e as más maneiras, código de sobrevivência, locais. Cita a 13 de Maio que segundo o músico:

R. Treze de Maio em Tapes é uma conhecida zona de meretrício. Não tem na internet, obviamente.”

“A cerca da cidade (Passe por cima de mim)” tem uma história para lá de curiosa que bem, vou deixar Figueiredo contar:

“Um amigo meu uma vez me mostrou um projeto apresentado na Câmara Municipal de Tapes em meados da década de 1990 que consistia em, basicamente, cercar a cidade. Uma cerca seria colocada em vias fluviais, nos limites da cidade, isolando a lagoa tapense do resto. Não foi aprovado.”

Em “Meu Nome é Tapes (Terra da Prosperidade)”, o sarcasmo é bastante pontual. Visto que a canção zomba as falhas estruturais provenientes de sua decadência, seja os buracos das ruas esburacadas aos rios que sucumbem durante as enchentes. Algo não tão exclusivo as pequena cidades, mas que demonstram a falta de saneamento básico e planejamento estrutural de qualquer cidade.

“Tempo de Glória (Tanto Arroz)” brinca com a memória da cidade. Visto que na década de 30 do último século, Tapes era considerada a maior produtora de arroz do Rio Grande do Sul. O que gerou a festividade, 1ª Exposição Rizícola Estadual, que continha até o título de Rainha da Festa do Arroz. E é claro que Nosso Querido Figueiredo não ia deixar de tirar onda com a situação.

“Cidade Paralítica (Um ano ruim para cada buraco)” revela mais uma vez o descontentamento com a estrutura frágil dos baixos investimentos em urbanização da cidade, sendo reflexo de uma cidade pouco politizada. Como podemos observar no trecho:

“…a falta de interesse
um suspiro e uma prece e a vontade de mudar ah se tudo dependesse imobilização popular

uma cidade
paralítica
em sua própria política”“Cidade Paralítica (Um ano ruim para cada buraco) – Nosso Querido Figueiredo/2016

“O que minha família sempre quis (Bons Meninos)” é um manual invertido de boas maneiras, a música fala dos bons costumes com um tom de deboche bastante peculiar. O teclado monótomo perturba quem ouve visto que mostra que o ciclo eterno sempre se repete feito uma parábola.

“Veraneio” é bastante literal, fala sobre os turistas que se entusiasmam com a simpática cidade e seu clima acolhedor. O que segundo Figueiredo encoraja eles a comprarem residências:

“Tapes recebe muitos turistas no verão e frequentemente essas pessoas acabam ficando, voltando, comprando e construindo uma casa para residência fixa.” conta Matheus

“Ouro Branco”, veste a carapuça de um velho aristocrata lembrando dos tempos de glória da cidade, que vive de um passado de uma economia que antes vivia em tempos de vento em polpa.

“O início da década de 1990 foi o apogeu econômico da cidade. Em parte, pela cultura de arroz que injetava bastante dinheiro na economia local. Festividades municipais e eventos internacionais atraíam visitantes do mundo inteiro. Coincidentemente ou não, nessa época também havia intenso fluxo de cocaína no município (ah, os anos noventa…).” comenta Figueiredo

“Pura Dinamite (Puta que pariu)” tem uma levada notícias populares, em brincar com uma série de assaltos ao Banco do Brasil. E mostra apenas como pequenos acontecimentos em cidades pequenas ganham uma proporção gigantesca na comunidade local.

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“O que me resta (Nessa Cidade)” fala sobre o tédio da monotomia e dos hábitos rotineiros e cíclicos que só fazem ter vontade de ir para bem longe dali. A vida pacata nem sempre é para todos, porém esse sentimento é contraditório e a letra deixa esse misto de emoções explícito.

“Não Voltar (Nem dentro de um caixão)” e “Além de um cemitério” tem uma temática dark e obscura. Ambas tem um tom debochado e bebem da fonte dos sintetizadores frutos do post-punk dos anos 80. Figueiredo parece estar moribundo e putrefato se corroendo ao narrar a cidade que vive eternamente do passado.

“Na rua dos cachorros” mostra a veia humorística de Figueiredo que mesmo parecendo um conto digno de José Mujica (Zé do Caixão), foi feita justamente para deixar registado um fato esdrúxulo:

“Rua dos Cachorros é uma rua da periferia de Tapes com um nome engraçado.”afirma Matheus

As últimas três faixas do disco “Isoler La Ville (Passe-toi sur moi)”, “O que me resta” e suas duas versões em estilos completamente diferentes Punk e Sludge me chamaram bastante a atenção e decidi perguntar para Nosso Querido Figueiredo sobre:

[Hits Perdidos] Essa brincadeira com estilos nas últimas faixas “Isoler La Ville” (Em francês), “O que me resta” (em versão punk) e “O que me resta” (em sludge) de onde veio?

Figueiredo – “No caso de “O que me resta”, essa faixa saiu em 2010 num EP chamado “Volume 2”. Regravei para o “Nossa Cidade” em 2012, adequando o estilo dela ao estilo do álbum. Porque a primeira versão é meio rap, tem uma voz robótica no final, coisas assim. A versão punk foi gravada num ensaio em 2012, quando eu e a banda preparávamos um repertório para alguns shows. Rearranjamos muita coisa. A versão sludge eu fiz por passatempo mesmo. “Isoler la ville” foi uma brincadeira que nasceu quando eu percebi que o refrão (Passe por cima/Passe por cima de mim) fica muito melhor em francês (Passe-toi/Passe-toi sur moi).”

Após a audição do disco, resolvi aproveitar e tirar dúvidas que tive na hora que conheci o projeto e a entrevista completa você confere agora.

nossoquerido
Matheus Borges lança trabalhos sob o pseudônimo de Nosso Querido Figueiredo desde 2008.

[Hits Perdidos] Porque escolheu o nome do projeto de Nosso Querido Figueiredo?

Figueiredo – “Foi em 2008, mas não lembro muito bem de que maneira. Minha ideia era elaborar um nome de banda muito feio, tão feio a ponto de não ser nem um pouco comercializável. A expressão “nosso querido” apareceu depois que vi alguém falando isso num contexto que já esqueci, mas que achei engraçado na época. Um nome que cogitei foi “Nosso Querido Chico Buarque”, mas logo desisti porque não queria associar uma coisa à outra. Como cheguei ao Figueiredo, ou como o Figueiredo chegou a mim, isso é um mistério.”

[Hits Perdidos] Ao ouvir o disco me remeteu um pouco ao Wander Wildner que depois de sair do Replicantes se jogou em carreira solo e produziu trabalhos do mesmo nível de sua antiga banda. Pode ser considerada uma influência?

Figueiredo – “Para o NC16, pode sim, indiretamente. Essas canções foram todas escritas e gravadas em 2012, à exceção de três que são de 2013. Lancei uma versão resumida do LP na época, mas o resto do material ficou aqui, ocupando meu HD e nada mais. A decisão de lançar o álbum completo só foi tomada depois que ouvi dois discos: “Existe Alguém Aí?” do Wander Wildner, e “Fortaleza” do Cidadão Instigado. Dois álbuns sobre cidades.”

[Hits Perdidos] O tema da cidade é o central do trabalho. Com letras carregadas de ironias e repletas de sarcasmo. O que mais gosta da tua cidade (Tapes) e o que menos suporta?

Figueiredo – “Gosto muito do nascer do sol, de tomar café com minha avó, do barulho do vento nas venezianas de madeira do meu quarto (é como uma flauta), de ver meus amigos, da cerveja muito mais barata, da temperatura dos dias de outono, de encontrar memórias em todos os cantos onde piso. Não gosto muito da sociabilidade intensa de uma cidade pequena, ao mesmo tempo em que também não gosto da monotonia (é um paradoxo, mas sou difícil de agradar). Detesto cada vez mais o processo de transformação da cidade. Hoje, Tapes é uma cidade minúscula com problemas gigantescos de criminalidade, de saúde pública, de saneamento. Problemas ambientais quase que irreversíveis.”

[Hits Perdidos] As batidas anos 80 cheias de sintetizadores e bateria eletrônica são marcas do teu som. Quais influências que as pessoas não imaginam ou costumam citar quando falam do teu trabalho?

Figueiredo – “Destoando do meu estilo de música, acredito que ABBA, Falcão (o do girassol), Prince, Brian Eno, Belchior, Walter Franco, Paul Simon, KLF, PJ Harvey. Gente que me influencia diretamente de maneira quase espiritual: R. Stevie Moore, Dogbowl, Gary Wilson.”

[Hits Perdidos] Quais artistas do underground nacional você gostaria de destacar?

Figueiredo – “Dos contemporâneos, Lê Almeida, Chapa Mamba, My Magical Glowing Lens, Mar de Marte. Indo mais para trás, toda aquela cena post-punk de São Paulo: Akira S, Smack, Vzyadoq Moe, Fellini. No meio de tudo isso, o mais underground do underground, Tony da Gatorra.”

[Hits Perdidos] O que te inspira na hora de escrever?

Figueiredo – “Muita coisa, mas principalmente observações sobre minhas próprias experiências. Por isso que um disco é obrigatoriamente muito diferente do anterior, porque tento deixar todos eles como coisas isoladas, um volume único todo escrito em torno de um tema específico. São como monografias.”

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[Hits Perdidos] Como é o processo de produção?

Figueiredo – “Eu passo muito tempo buscando alguma coisa que não sei o que é, fico mexendo com patches, plug-ins, efeitos, etc. Até que encontro um ou outro som que desperta minha atenção. Componho primeiro as linhas de baixo e bateria, escrevo a letra geralmente nesse estágio, deixando a base em looping, cantando por cima como se fosse um rap.”

[Hits Perdidos] O disco tem um aspecto lo-fi e uma levada shoegaze/sinth pop/Dream Pop. “Cidade Paralítica” por exemplo me lembrou um pouco a levada de bandas como Bauhaus. Os anos 80 e todo o macabro dele pode ser considerada uma grande influência?

Figueiredo – “Com certeza! No caso do NC16, talvez um pouco menos, mas é difícil afastar esse tipo de influência da minha cabeça. Tenho inclinações a fantasias apocalípticas.”

[Hits Perdidos] Como vê o momento político atual? E como lida com tanto conservadorismo a sua volta?

Figueiredo – “Na maior parte do tempo, tento me manter numa posição de observador. Mas estamos vivendo uma situação complicadíssima, uma situação em que somos usados pelos detentores dos poderes político e financeiro (ou seja, tanto os governantes quanto os empresários) numa guerra suja que ameaça ferir nossas liberdades. Surge uma obrigação: preciso tomar partido. Mas eu não estou ao lado de ninguém aí fora carregando um cartaz, seja “Fora Dilma” ou “Força Dilma”. Porque os dois discursos são discursos reduzidos e reduzidos justamente para caber num cartaz.”

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[Hits Perdidos] As capas são bastante diferentes, como é o processo criativo de cada uma? Qual a inspiração para a do novo disco, Nossa Cidade ’16?

Figueiredo – “As capas fazem parte desse processo de conferir uma identidade ao álbum. Demoro muito para fazer a capa, chego a fazer múltiplas versões. No caso da capa do Eu Não Estou Em Sintonia (2015), acredito que eu tenha feito umas quinze capas diferentes até chegar à versão final. Gosto de capas chamativas, cores fortes, elementos tipográficos que se destacam. Para o NC16, usei amarelo e azul, as cores dominantes da bandeira de Tapes. Queria que arte em geral lembrasse uma bandeira, cheguei a usar a fotografia recortada na forma do mapa da cidade, mas desisti. A versão final ainda tem um pouco disso e também um pouco das embalagens do salgadinho Piraquê.”

[Hits Perdidos] Seu último disco, Nós também Não (2015), saiu no último mês de Outubro. Como você consegue manter esse ritmo de não parar de lançar discos e como isso funciona nos shows? No meio de tanta música, como escolhe o setlist?

Figueiredo – “Gosto de descobrir coisas novas dentro do meu vocabulário, sempre foi assim. Esse ritmo é um resultado natural disso, nunca foi intencional. Há muitos anos que não faço shows, acho que foi em 2012 que fiz o último. É muito complicado fazer o show sozinho.”

[Hits Perdidos] Desde que se mudou de Tapes (para estudar), isso fez com que sua crítica a pacata cidade ficasse ainda mais aguçada?

Figueiredo – “Não sei, acho difícil responder essa questão. Principalmente porque a cidade do disco é uma versão levemente distorcida da cidade real, tem muita coisa ali que extrapola a realidade de Tapes. O que eu sei mesmo é que tem muita gente lá em Tapes tentando mudar esse cenário antes de a cidade real se transformar na cidade do disco. Mas é muito difícil, porque isso faz parte de um processo global, movido por forças que fogem do nosso controle.”

[Hits Perdidos] Tem desejo de voltar a cidade e atuar com algum cargo no governo local? Ou apenas tem interesse na melhoria da região e por sua vez exerce sua cidadania?

Figueiredo – “Eu não tenho coragem, prefiro ser o cronista mesmo.”

[Hits Perdidos] Apesar de teu disco falar de Tapes eu ao menos acho que ele reflete bastante da realidade das cidades interioranas do Brasil. É um público que gostaria de dialogar e trocar figurinhas, ou nem pensou nisso quando quando compôs o disco?

Figueiredo – “O álbum começou por acaso, especificamente sobre Tapes. Mas acaba que, como na citação de Tolstoi que incluí no texto de apresentação, “se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. Então aqui é Tapes, mas poderia ser qualquer lugar. Claro que os problemas variam de região para região e nenhuma cidade é igual à outra. Mas toda cidade é cidade e alguns problemas aparecem tanto aqui quanto no Norte. Por isso o álbum se chama “Nossa Cidade” e não “Tapes”.”

E assim finalizamos nosso bate-papo sobre Nossa Cidade. É interessante como uma análise mais profunda sobre uma cidade tão pequena (micro) consegue refletir e traduzir problemas tão grandes (macro) de qualquer cidade brasileira. Visto que nem as grandes cidades escapam de problemas como:

  • A falta de saneamento básico
  • Falta de planejamento
  • Corrupção enraizada em todos setores da sociedade
  • Os problemas sociais e os estruturais
  • A desigualdade latente
  • O domínio de monopólios de grandes corporações
  • A falência do sistema – e o sonho médio que este teima em vender – entre outros.

A procura pelo bem estar e por seu lugar na sociedade em tempos de crises políticas e eleições costumam vir a toma. E talvez por isso, Matheus se sente tão a vontade em levar a tona assuntos tão pertinentes no momento atual de nosso país. Nossa cidade, Nosso país!

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