Sheer Mag ressucita o espírito dos anos 70 e coloca todo mundo para dançar

De tempos em tempos surge alguma banda com algum diferencial na maneira de chamar a atenção da imprensa e do público. Algumas são mais ultajantes e rebeldes na maneira de se comunicar, outras procuram o discurso de ação direta, outras apontam um questionamento perante o mundo e outras simplesmente tentam utilizar todas essas armas ao seu favor.


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E é exatamente esse o caso da Sheer Mag, punks da Filadélfia que além de contar com o vocal feminino também bebem da fonte do Rock’n’Roll dos anos 70 de artistas como: Janis Joplin, Led Zeppelin, Joan Jett, Suzy Quatro e agradam fácilmente fãs de Thin Lizzy. Pois é, o som é realmente bom.

Mas como comentei antes, o que mais fez chamar a atenção foi a tática ousada de marketing do grupo.  Após se destacar em shows locais e ter tocado no SXSW do ano passado a banda disponibilizou seu single “What You Want” pela bagatela de 100 mil dólares.

Quando questionados sobre o fato, eles caem na risada e dizem: “Não tínhamos a versão física pronta, na época, e pensamos: Se alguém comprar vai ser louco”.

Mas esse foi um  ato de rebeldia isolado? A resposta é: Não.

Assim como outras bandas de sua geração eles se NEGAM a assinar com um selo e tem várias táticas para se esquivarem de FECHAR UM PACTO com o diabo. Mas por outro lado a tática de guerilha da contra-cultura sempre foi um grande aliado do PUNK ROCK, não é mesmo?

E se alguém merece destaque na banda é a vocalista: Tina Halladay. O talento dela é a característica mais marcante no DNA do grupo. A viagem aos distantes anos 70, Woodstock e toda a lisergia não seria possível sem sua incrível voz.


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A imprensa especializada anda rasgando seda para o grupo, inclusive entraram na lista de 10 bandas que você precisa ouvir da Rolling Stone americana. E se você pensa que a banda tem um tempo de estrada, se engana Tina Halladay, Kyle Seely, Hart Seely, Matt Palmer e Ian Dykstra se juntaram no ano passado e desde então lançaram dois 7″: II 7″ (Abril/2015) e 7″ (Setembro/2015).



O primeiro EP II 7″ (Abril/2015) contou com quatro sons:”Fan The Flames”,”Travelin On”,”Whose Side Are You On” e “Button Up”.

O primeiro single que abre o disquinho, “Fan The Flames”, ganhou clipe logo após seu lançamento. Com uma atmosfera dançante das pistas de danças dos anos 70. Podemos ver toda aquela fusão de The Jackson Five, Bee Gees, as guitarradas alá Led Zeppelin. É realmente difícil ouvir esse som e não querer puxar alguma pessoa para dançar fazendo passinhos coreografados.



“Travelin On” já é mais rockeira e te lembra o vocal de Janis Joplin e as guitarradas que a banda de Phil Lynott (Thin Lizzy) cansou de usar e abusar. Tão rockeira mas com aquela simplicidade dos três acordes dos Ramones, somados ao dedilhado de uma guitarra acústica. A canção é catchy e te leva direto a um tempo que não volta. Quando a música cresce entra os solados alá Led Zeppelin.

“Whose Side Are You On” já é uma baladinha que podia ter sido composta por Suzy Quatro ou até mesmo por Patty Smith. Aliás a banda se conheceu em uma universidade de Nova York, logo, a forte influência local nunca deve ser desprezada.

“Button Up” que me remete a”Video Kill The Radio Star” do The Buggles, hard rock dos anos 70 e um pouco de punk rock é a faixa que encerra o mini disquinho.

Mas a banda tinha ainda muito a mostrar, 5 meses depois era a hora de lançar mais quatro canções e colocar a turnê para decolar. Era a vez do mundo conhecer o disquinho,  7″ (Setembro/2015).

Antes que perguntem o porque do logo total metaleiro da banda é necessário saber um detalhe. Os integrantes secretamente afirmam serem fanáticos por Meat Loaf, guilty pleasure certamente.




“What You Want” tem uma vibezinha X + Ramones + Powerpop. Lembrando que está é o single de 100 mil dólares como citado no começo do texto. Talvez o single mais meloso do grupo até o momento, chicletudo e com guitarradas com influência de The Boys.



“Sit And Cry” soa como uma continuação da canção anterior, porém mais raivosa e com elementos de blues. Mais uma vez os vocais me remetem a The Jackson Five e isso é maravilhoso, a guitarrinha frenética tem um pouco de Powerpop, beats simples na bateria e efeitos sonoros de U.F.O’s.

“Point Breeze”, é a mais surfista das canções do grupo, com elementos fortes de rock que passeiam pelos anos 60 e 70. A banda é punk mas o oldies/vintage é super consolidado em praticamente toda discografia.

A última canção do disquinho é “Hard Lovin” vai agradar os fãs de Thin Lizzy, rockeira, cheia de gingado e te puxa para dançar: assim como as canções de Joan Jett. Uma música de dor de cotovelo, cheia de solos e energia. A bateria tenta imitar as batidas de um coração que sangra por um amor difícil de lidar.


capa

Bandcamp

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