10 anos depois do álbum Young for Eternity: Por onde anda o The Subways?

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Era 2005, me lembro bem de estar naquela rotina besta dos tempos de colégio baseada em ir para a aula, ver desenhos (apesar de já não estar mais tão ligado neles) e passar a tarde vendo MTV Brasil enquanto preparava um lanche para acompanhar – fase boa.

Naquela época em que você ligava a TV e se deparava com bandas como Keane, The Hives, Good Charlotte e os injustiçados do The Vines na programação de videoclipes da emissora. Eis que algum Top 10 – estou ficando velho – eu via o clipe de “Rock’n’Roll Queen” e pensava: É isso!



A faixa chegou a entrar na trila sonora de vários filmes como Duro de Matar 4 (2007), Rocknrolla (2008) – em que inclusive aparecem tocando o som – e do filme alemão: A Onda (2008). No campo dos games, a música chegou a estrelar as trilhas de Fifa Street 2 e Rugby 06. Para quem curte séries, pôde conhecê-los ouvindo a trilha sonora de The O.C.


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Ou seja de alguma forma ou outra toda uma geração ouviu essa música e provavelmente começa a dançar ao ouví-la, por mais que não seja muito seu estilo. Mas recapitulando. Nesse disco que completou 10 anos no último 4 de julho, outras faixas chamaram a atenção como “Mary” e “Oh Yeah”.



“Mary” poderia muito fazer parte de algum disco da banda The Fratellis ou até então do Supergrass, contemporâneos, diga-se de passagem. Música para jóvens, violão e baladinha romântica.



Já “Oh Yeah” tinha uma levada mais rock de garagem e a cara de comercial de trident.

Outra baladinha garage rock com um punhado de british pop na cara dura era a “With You”. Perfeita para oferecer para alguma garota sem apelar para o pop (afinal estávamos em 2005 e o cool mesmo era ser rebelde).



Uma que apesar de passar longe dos singles mas preferida daquela galera mais na fossa que amava o desequilíbrio emotivo do The Vines era “She Sun”, uma balada que acompanhava um piano e a tristeza era sentida logo nos primeiros acordes.



Três anos depois veio o disco All Or Nothing (2008) que sinceramente, eu não sei onde os caras estavam com a cabeça. Parece que queriam entrar na moda do Emo 2005 – vão me matar lendo isso mas é só para entenderem o tipo de pop rock que quiseram imprimir em sons como “Allright”. Tanto que nem a crítica deu muita bola.



Em 2011, a banda retornou as origens com o disco Money And Celebrity, menos garagem porém com um pop rock super animado e cativante. Tanto que até os clipes deixavam muito clara a good vibe que a banda estava sentindo na época:





No final de 2014 já estavam com planos para gravar o novo disco, The Subways (2015), e para divulgar os preparativos o grupo topou gravar um mini-documentário sobre o trabalho do que estava por vir chamado The Subways 4Our: A Documentary Short, dirigido por Aly Hirjy.




Cheio de energias recarregadas, a banda queria mostrar algo novo em vários aspéctos. Eles foram apresentados através do Facebook a uma  designer gráfica de Budapeste, Zash Ore, que mostou algumas ilustrações dela na temática quadrinhos para a banda.


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A reação da banda não poderia ser menos do que: Incrível. Ao conversar com todo seu staff, decidiram por contratá-la para alguns Posters de shows. Quando ela percebeu: foi chamada para fazer todo o projeto gráfico do que seria capa do novo disco do conjunto.

Ela foi convidada pelo manager da banda para viajar para Londres, conhecer a banda e realizar todo o brainstorm de como seria o projeto cartunesco da capa do novo álbum. A ideia ganhou mais força quando decidiram também fazer uma história em quadrinhos. Confira o passo a passo da criação:


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The Subways - The Subways (2015) por Zash Ore
                                                         The Subways – The Subways (2015) por Zash Ore

Mas queremos saber de música, ok então.

As composições deste álbum são bem mais maduras, afinal de contas lá se vão 12 anos de banda mas podemos observar uma mistura das baladas e rock de garagem do famoso primeiro disco com a levada pop cativante do disco anterior. Um mérito que nem toda banda desse porte pode se dar ao luxo é o de: o disco foi escrito, produzido, remixado e masterizado pela própria banda, ou seja D.I.Y. na veia.

Voltando a parte gráfica que é a mais interessante do disco. O conceito de quadrinhos e animação não morreu na capa. Para dirigir os clipes de “My Heart Is Pumping To A Brand New Beat” e “I’m In Love And It’s Burning In My Soul” eles chamaram o diretor e animador, Steven Mertens.

Apreciador do estilo multi-planos, desenvolvido por Walt Disney na década de 30 – Oi, Alice no País da Maravilhas – ele curte criar mundos fantasiosos e abstratos direto do papel. A partir disso ele anima usando a técnica de stop-motion, aproveitando das várias dimensões criadas que soam como recortes.

Todas animações caminham no rítmo da música. Um fato curioso é que antes de ganhar a vida como Diretor e animador ele foi baixista de bandas como: The Moldy Peaches (certeza que conhecem por conta de Juno), Adam Green e Here We Go Magic.




Um outro clipe que ganha destaque pela criatividade e conceito é o de “Taking All The Blame”, dirigido pelo alemão Sebastian Stern. O clipe tem trechos filmados em Munique e Berlin, o estilo dele é mais voltado para o campo da inovação.
O diretor retrata um casal que anda pelas ruas em uma situação de término e neles é projetada uma performance da banda que conversa com as turbulências do conflito.

O resultado final é o da soma de efeitos visuais marcantes com variadas texturas devido ao movimentar das roupas e dos protagonistas do vídeo que por fim tratam de interagir com as projeções.



Na última semana a banda divulgou seu mais recente clipe do álbum lançado em Fevereiro, “Good Times”. Este que conta com performances ao vivo do grupo durante a mais recente turnê européia. E de quebra você já ouve através dos clipes 1/3 do disco.


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